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    O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, emitiu na quarta-feira (9), uma diretiva interna para centrar os esforços do Pentágono na tarefa de combater a China, qualificada como o desafio número um do governo.

    "Agora é a vez do departamento começar a trabalhar", afirmou Austin, de acordo com uma publicação da Casa Branca.

    Algumas das iniciativas para agilizar a abordagem contra o país asiático permanecerão secretas, mas o Pentágono esclareceu que muitas delas têm como objetivo reforçar a cooperação com os aliados e sócios de Washington, especialmente na região Indo-Pacífico, bem como visar acelerar o desenvolvimento de novos conceitos e incentivar a dissuasão militar em todos os domínios.

    O documento classificado com as recomendações aceitas do grupo de trabalho sobre a China, estabelecido pela administração Biden em fevereiro para rever a estratégia nacional em relação a Pequim, prevê mais exercícios militares com os aliados dos EUA.

    Além disso, o secretário de Defesa anunciou que acelerará o modelo de ações militares através das "fases de experimento e criação de protótipos".

    Ao reafirmar que a China representa "o principal desafio dos EUA", o Pentágono pretende destinar à sua luta contra o gigante asiático grandes recursos do orçamento da Defesa, que Biden pediu para fixar em US$ 715 milhões (R$ 3,613 bilhões) para o próximo ano.

    A subsecretária de Defesa norte-americana, Kathleen Hicks, por sua vez, afirmou na terça-feira (8), durante um evento virtual organizado pelo Centro Para uma Nova Segurança dos EUA (CNAS, na sigla em inglês), que a China "é cada vez mais competitiva e tem uma capacidade única de desafiar o sistema internacional e os interesses norte-americanos".

    Apesar de, quando chegou ao poder, Biden ter prometido reverter ou se distanciar de muitas das políticas de seu antecessor, Donald Trump, sua administração continua conduzindo uma abordagem linha-dura em relação à China.

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    Tags:
    Pentágono, Lloyd J. Austin, EUA, China
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