02:46 21 Junho 2021
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    O orçamento de US$ 715 bilhões (cerca de R$ 52,2 trilhões) do Departamento de Defesa, aprovado por Joe Biden, inclui um aumento de 2,7% no pagamento dos militares, bem como um aumento de vários bilhões em gastos na modernização do arsenal nuclear norte-americano.

    A requisição de investimento na Defesa para o ano fiscal de 2022, que foi enviada para o Congresso na sexta-feira (28), se foca na prontidão de tropas, no espaço, na Iniciativa de Dissuasão no Pacífico – que visa conter o aumento do poder militar da China na Ásia – e na tecnologia de armas nucleares, informa a agência Reuters.

    A requisição de orçamento permitiria comprar navios de guerra e jatos e pagar pela manutenção e salários. Um adicional de US$ 38 bilhões (aproximadamente R$ 199 bilhões) está reservado para programas relacionados com a Defesa no Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês), Departamento de Energia e outras agências, elevando assim o orçamento de segurança nacional para US$ 753 bilhões (cerca de R$ 3,9 trilhões), um aumento de 1,7% em relação ao valor de 2021.

    O aumento salarial proposto para os trabalhadores militares e civis do Departamento de Defesa dos EUA, segue-se a um aumento de 3% no ano fiscal de 2021, que terminará em 30 de setembro.

    Mais de US$ 5 bilhões (R$ 26,1 bilhões) serão gastos na Iniciativa de Dissuasão no Pacífico, criada para enfrentar a China e permitir aos EUA se concentrarem na competição no Indo-Pacífico, com o objetivo de aumentar sua preparação na região por meio de radares, satélites e sistemas de mísseis.

    O Pentágono planeja, particularmente, aumentar o investimento em mísseis como o Tomahawk da Raytheon Technologies (RTX.N) e o Standard Missile 6 para conseguir manter a China sob controle, segundo a mídia.

    As tensões com a China são cada vez maiores e mais visíveis, estando o tempo todo nas mentes dos estrategistas militares dos EUA. Na semana passada, Pequim acusou Washington de ameaçar a paz e estabilidade no estreito de Taiwan, depois que um navio de guerra estadunidense navegou novamente pela hidrovia disputada.

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    Tags:
    Indo-Pacífico, dissuasão, orçamento militar, Defesa, Pentágono, EUA
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