05:32 12 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    14561
    Nos siga no

    O Ministério das Relações Exteriores chinês rejeita insinuações sobre "genocídio" de povo muçulmano na região de Xinjiang e detona política externa norte-americana, acusando Washington de "conspiração do mal" contra Pequim.

    A chancelaria chinesa denunciou, nesta terça-feira (13), que "certas pessoas" nos EUA fabricam mentiras sobre a opressão da população muçulmana na região autônoma uigur de Xinjiang, oeste da China, e as repetem com a intenção de encobrir seus próprios crimes e desviar a atenção do público da violenta política externa americana.

    "Os EUA cometeram genocídio contra indígenas, traficaram negros e os escravizaram, invadiram e frequentemente interferiram em Estados soberanos", alfinetou Zhao Lijian, vice-diretor do Departamento de Informação do Ministério das Relações Exteriores da China.

    O representante diplomático opinou ainda que "os crimes cometidos pelos EUA são numerosos demais para documentar", em resposta às declarações do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que em 11 de abril chamou de "genocídio" o tratamento dado por Pequim ao povo uigur, de maioria islâmica sunita.

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, fala durante o lançamento dos relatórios de 2020 sobre práticas de Direitos Humanos no Departamento de Estado, em Washington, DC, EUA, 30 de março de 2021
    © REUTERS / Pool
    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, fala durante o lançamento dos relatórios de 2020 sobre práticas de Direitos Humanos no Departamento de Estado, em Washington, DC, EUA, 30 de março de 2021
    "Os Estados Unidos tentaram repetir a mentira mil vezes, então repetiríamos a verdade 10 mil vezes", disse o vice-diretor.
    Zhao acusou ainda que a intenção das fake news sobre a política chinesa em relação às minorias seria de "encobrir todos os delitos cometidos contra os muçulmanos" pela nação norte-americana.

    O diplomata trouxe à tona dados divulgados que constatam que desde 2001 os EUA argumentam o uso da "violência militar em nome da 'luta contra o terrorismo' em aproximadamente 80 países ao redor do mundo" e destacou que, durante essas intervenções, "mais de 800 mil pessoas morreram diretamente como resultado da violência militar, das quais cerca de 330 mil são civis mortos", disse o diplomata, acrescentando a esses números "dezenas de milhões de muçulmanos que ficaram desabrigados".

    Sentimentos religiosos são usados para "criar uma barreira entre a China e os países muçulmanos", alegou Zhao, que mencionou pelo menos seis dessas nações que, dentro de um grupo mais amplo de 54 países-membros da ONU, apoiaram o posicionamento do governo chinês. O vice-diretor também lembrou que diplomatas e outros representantes de 21 Estados e um órgão intergovernamental fizeram uma viagem a Xinjiang e concluíram que o Ocidente estava "difamando sem fundamento" a política regional chinesa.

    O principal objetivo dessas fake news seria "minar a prosperidade e estabilidade de Xinjiang e atrasar o processo de desenvolvimento da China", disse Zhao, que relacionou essas intenções com a posição geográfica vantajosa desta região chinesa, localizada no centro da China, no cinturão econômico da Rota da Seda e ponto de abertura da nação a oeste.

    Uma "conspiração do mal dos EUA para semear a discórdia" estaria por trás dessa tentativa de "controlar a China através de Xinjiang", enfatizou o representante do Ministério das Relações Exteriores chinês.

    Mais:

    ONU: sanções dos EUA contra Rússia e China violam direitos humanos e pactos internacionais
    Em meio à polêmica sobre direitos humanos, Xi insta UE a tirar 'conclusões de forma independente'
    EUA temem poder de China e Rússia e preveem protestos violentos na América Latina, diz relatório
    Superioridade aérea: China eleva significativamente capacidades do caça J-11, diz mídia
    Tags:
    Ministério das Relações Exteriores da China, crimes, mentira, fake news, conspiração, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar