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    A polícia de fronteira do Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo), em conjunto com a Marinha e a Força Aeroespacial da Rússia, em outubro do ano passado expulsou o destróier britânico HMS Dragon (D35) das águas territoriais russas perto da península da Crimeia.

    Os detalhes deste incidente foram divulgados pela primeira vez pelo primeiro vice-diretor do FSB, Vladimir Kulishov.

    "Em 13 de outubro de 2020, apesar do aviso recebido sobre a inadmissibilidade de entrada nas águas territoriais da Rússia, o destróier de mísseis guiados D35 Dragon da Marinha do Reino Unido cruzou a fronteira nacional da Federação da Rússia na região do cabo Khersones nas águas do mar Negro, usando o direito de passagem pacífica", disse Kulishov à Sputnik.

    Quando os guardas de fronteira entraram em contato com o destróier e exigiram que deixasse as águas territoriais russas, o capitão declarou que recebeu sinal de modo ruim, conforme disse o primeiro vice-diretor.

    "Em resultado das ações conjuntas com a Marinha e a Força Aeroespacial, o navio militar foi expulso para as águas neutras", declarou o primeiro vice-diretor.

    A polícia de fronteira segue atentamente a "atividade hostil dos parceiros ocidentais" perto das fronteiras russas. Tais ações servem principalmente para demonstrar a força militar a fim de conter a suposta política agressiva russa na região, segundo Kulishov.

    Em novembro do ano passado, a Marinha Real do Reino Unido informou que o destróier D35 Dragon voltou a seu porto após estadia no mar Negro e Mediterrâneo Oriental. O navio militar realizou patrulha e também os exercícios conjuntos com Ucrânia, Geórgia e Romênia.

    Anteriormente, em 24 de novembro de 2020, o Ministério da Defesa da Rússia revelou que o destróier norte-americano USS John S. McCain entrou nas águas territoriais russas no golfo de Pedro, o Grande, no mar do Japão. O navio dos EUA entrou dois quilômetros nas águas russas.

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    Tags:
    militares, águas, Crimeia, destroier, Reino Unido, Rússia
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