06:44 31 Julho 2021
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    O Distrito Militar do Sul da Rússia receberá caças multifuncionais Su-35S de geração 4++, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

    As aeronaves, cuja quantidade não foi revelada, pertencem a esquadrão do 31º Regimento de Aviação de Combate de Millerovo, região de Rostov, na Rússia. Assim, elas poderão operar no sul da Rússia, incluindo a Crimeia e o Cáucaso.

    O treinamento de pilotos para esses Su-35S já começou, de acordo com o jornal Izvestia. O Distrito Militar do Sul nunca contou com estes caças. Atualmente, o regimento aéreo conta apenas com caças Su-30SM. Após duros testes na Síria, o Su-35S tornou-se um veículo capaz não só de atacar alvos aéreos, mas também de realizar ataques terrestres com precisão e armas convencionais.

    Treinamento de combate aéreo multimodo por tripulações de novos caças Su-35S do Distrito Militar Ocidental
    Treinamento de combate aéreo multimodo por tripulações de novos caças Su-35S do Distrito Militar Ocidental

    O novo caça pode carregar bombas guiadas por televisão KAB-500Kr, mísseis guiados Kh-29TD e até mísseis antinavio Kh-35U, especialmente modificados para ataques a alvos terrestres. Este caça se distingue de todos os outros modelos pelo poderoso radar Irbis N035, o que significa que o Su-35S pode avistar outro avião a 400 quilômetros de distância e um míssil de cruzeiro furtivo a quase 100 quilômetros. Apenas o radar do caça Su-57, representante da quinta geração, tem melhor desempenho.

    Caça multifuncional Su-57 de quinta geração realiza um voo de demonstração como parte do Fórum Internacional EXÉRCITO 2020 no aeródromo de Kubinka, região de Moscou, Rússia
    © Sputnik / Aleksandr Vilf
    Caça multifuncional Su-57 de quinta geração realiza um voo de demonstração

    Um sistema de controle avançado e motores potentes com controle vetorial de empuxo tridimensional permitem que o Su-35S demonstre acrobacias exclusivas. O especialista militar Viktor Murakhovsky afirmou que o envio de Su-35S para o Distrito Militar do Sul da Rússia fortalece ainda mais o agrupamento em formação.

    "Esse agrupamento permite restringir a atividade dos países da OTAN na região por meios não estratégicos e não nucleares. Não é segredo que a Aliança [Atlântica] envolve as suas atividades nas direções estratégicas sudoeste e sul, não apenas nos países do bloco, e também coopera ativamente com a Ucrânia e a Geórgia. Na verdade, todos os dias, aviões de reconhecimento e drones dos países da Aliança Atlântica estão perto de nossas fronteiras aéreas sobre o mar Negro, perto da Crimeia e na costa do Cáucaso", explica o militar.

    O especialista reafirma ainda que a Rússia não pode assistir com indiferença a tal atividade e deve aumentar as suas forças para repelir possíveis provocações e, mais ainda, agressões da OTAN. Para Viktor Murakhovsky, é no âmbito dessas medidas que se fortalece a Força Aérea do Distrito Militar do Sul, assim como o grupo de armas combinadas.

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    Tags:
    caças, Rússia, OTAN, Crimeia, armas, navios, defesa
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