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    O F-35, caça de quinta geração norte-americano, tem sofrido de inúmeros problemas desde o início de sua exploração, com a complexidade apontada como principal razão do constante aumento de custos.

    O Escritório de Contabilidade do Governo (GAO, na sigla em inglês) dos EUA relatou novamente em 18 de março sobre problemas com o F-35, caça de quinta geração norte-americano.

    A modernização exigirá um aumento adicional no orçamento em US$ 1,9 bilhão (R$ 10,61 bilhões) e pelo menos mais um ano de desenvolvimento. Segundo o relatório da organização, isso se deve a testes adicionais de uma nova versão do caça e de sistemas e equipamentos, construção de laboratórios de treinamento e o alto custo do software.

    A modificação Block 4 promete aumentar em 25 vezes a capacidade computacional dos sistemas de bordo. O compartimento interno da fuselagem também poderá carregar seis mísseis ar-ar, bem como mísseis avançados AIM-260, com um alcance superior a 400 quilômetros, de acordo com algumas estimativas. O próprio raio de ação do caça também crescerá em um quarto, até quase 1.200 quilômetros.

    Também é previsto que o F-35 seja integrado com drones equipados com inteligência artificial, que fornecerão informações ao caça.

    Caça norte-americano F-35
    © AFP 2021 / Aviador sênior Solomon Cook / Força Aérea dos EUA
    Caça norte-americano F-35

    O custo estimado total dos melhoramentos previstos pela Block 4 chega a US$ 14 bilhões (R$ 78,2 bilhões), tendo o objetivo de permitir ao F-35 enfrentar novos desafios e ameaças.

    Dificuldades do desenvolvimento

    Todas essas funções têm aumentado o custo do programa, levando a problemas com sua exploração desde o princípio. Em particular, conta o GAO, até o final de 2020 foram reveladas 872 deficiências, algumas quase impossíveis de resolver e outras capazes de ameaçar a vida do piloto ou interromper as missões de combate.

    Por causa disso, para não danificar estrutura da aeronave e o revestimento "invisível" especial, recentemente tem sido recomendado que os pilotos não aumentem a velocidade até níveis supersônicos. Manobras evasivas e ângulos superiores a 20° têm sido responsáveis também pela perda de controle sobre o caça.

    Os pilotos também têm referido aumentos súbitos de pressão na cabine e até sofreram barotraumas, existindo também o risco de ferir as vértebras cervicais em caso de ejeção.

    Reação ao F-35

    Por causa disso, o Pentágono tem expressado dúvidas sobre a viabilidade do caça de quinta geração, inclusive levando a uma declaração sobre seu "falhanço", cita a revista Forbes.

    O F-35 ainda está na fase de operações de combate experimentais, interrompidas na primavera de 2020, supostamente devido à pandemia do SARS-CoV-2. Também foi interrompida indefinidamente sua produção em massa, bem como a entrega a clientes estrangeiros.

    Os militares norte-americanos apontam o crescente preço do projeto, a complexidade da estrutura, a baixa confiabilidade e o ritmo lento de sua melhoria como obstáculos sérios à substituição dos obsoletos F-16.

    Melhorar os últimos já não será suficiente, pois será necessário um caça de geração 4+ construído de raiz. Por enquanto está sendo testada uma versão melhorada do caça pesado F-15EX, com uma cabine melhorada, um radar com um conjunto de antenas de matriz ativa faseada, um sistema de guerra eletrônica, motores modernos, uma carga útil de três toneladas e capacidade de carregar 22 mísseis guiados ar-ar.

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    Tags:
    GAO, Forbes, Pentágono, EUA, F-15EX, F-15, F-35
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