12:23 30 Novembro 2020
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    Temendo redução do orçamento militar, o chefe do Comando de Aquisições Futuras do Exército, general John Murray, afirmou ter lista de aquisições prioritárias e o que deverá ser sacrificado.

    Enquanto o Exército americano esboça o plano de gastos para o período de 2022-2026, os grandes e crescentes gastos do governo dos EUA para combater a pandemia têm posto sob ameaça o orçamento militar.

    Prevendo possível redução do orçamento, o general Murray afirmou à Associação do Exército dos EUA que já possui uma lista de 34 programas prioritários e já imagina quais aquisições deverão sofrer cortes, reportou o portal Breaking Defense.

    "Eu tenho uma lista que vai de um a N [programas] em minha cabeça. Isso só está na minha cabeça no momento. Ainda não está determinado", afirmou.

    Ou seja, a lista do general não é oficial e, portanto, não deve ser exposta ao público, mas aponta para um futuro possível cenário.

    Embora não tenha dado mais detalhes, o general afirmou que está olhando para outros 684 programas da força para determinar quais serão sacrificados.

    Já entre as prioridades, o general apontou que deverá manter o padrão atual de combustíveis para seus veículos e que reduzirá a demanda por gasolina somente em última instância.

    De acordo com ele, enquanto motores híbridos diesel-elétricos podem ser úteis para veículos civis, ele duvida que o Exército poderá carregar baterias durante um combate e que estas "armazenariam energia suficiente para mover um tanque de 70 toneladas".

    Modernização demorada

    Independentemente do cenário, os programas de modernização do ramo não podem ser aplicados em todas as unidades do Exército americano de uma só vez.

    De acordo com Murray, algumas unidades serão as primeiras e outras as últimas a serem modernizadas.

    Citando o estudo militar de modernização AimPoint, o general declarou:

    "Toda a questão do estudo AimPoint é o entendimento de que você não pode modernizar um exército inteiro em uma noite, ou em um ano, ou mesmo em uma década."

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    Tags:
    Pentágono, Exército dos EUA, modernização, EUA, novo coronavírus, pandemia
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