02:51 22 Novembro 2019
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    Militares da Força Aérea dos EUA no avião Boeing C-17A Globemaster III durante exposição Aero India 2019 em Bangalore

    Estado-Maior dos EUA elabora plano de retaliação a 'ataque nuclear russo'

    © AP Photo / Aijaz Rahi
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    O chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, general David Goldfein, disse como seria a resposta dos Estados Unidos se o seu território vier a ser alvo de um ataque nuclear.

    O general americano destacou três passos que tomaria em caso de uma improvável emergência nuclear, de acordo com uma recente reportagem da Fox News.

    Devido ao grande arsenal nuclear da Rússia, o país eslavo foi usado como exemplo.

    Pedir ajuda à OTAN

    De acordo com Goldfein, a primeira medida seria chamar a OTAN.

    "A primeira chamada seria para o comandante-chefe das forças conjuntas da OTAN na Europa, general Tod Wolters, que me dirá o que precisa para se juntar às forças da OTAN, a fim de parar a atividade do inimigo e reduzir os seus objetivos", disse Goldfein, complementando que, ao reagir a um suposto ataque nuclear, os EUA e a OTAN lançariam um contra-ataque aéreo maciço, utilizando todo o tipo de aviões, desde os caças F-35 e F-22 aos bombardeiros B-2.

    Caças F-35 Lightning preparando-se para decolar da base da Força Aérea de Barksdale, EUA, 12 de outubro de 2018
    Caças F-35 Lightning preparando-se para decolar da base da Força Aérea de Barksdale, EUA, 12 de outubro de 2018

    Na opinião do general, os caças podem potencialmente atacar mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) quando estes sobem acima da atmosfera da Terra. Caso contrário, os F-35 (que deverão ser equipados com armas nucleares nos próximos anos) atacarão territórios inimigos, incluindo os locais de lançamento nuclear.

    Enquanto os F-22 terão como tarefa principal combater as aeronaves inimigas, o B-2 terá como missão a destruição das defesas aéreas adversárias, dos locais de lançamento nuclear ou até de cidades inteiras, se assim for decidido pelo presidente dos EUA que estiver no cargo.

    Os EUA e a OTAN têm aviões e sistemas de defesa antimísseis posicionados em locais como a Romênia, a Polônia e outras áreas estrategicamente importantes, explica o comandante da Força Aérea americana.

    A OTAN dependeria dos sistemas de defesa antimísseis Aegis posicionados na Europa, algo que os EUA têm afirmado repetidamente ter sido construído para combater uma ameaça nuclear iraniana, bem como de destróires e cruzadores que poderiam ser colocados mais perto do território inimigo, neste caso a Rússia, segundo o plano do general.

    Para o chefe da Força Aérea americana, a OTAN e Washington também contarão nos próximos anos com "lasers, armas eletromagnéticas e projéteis de hipervelocidade" baseados em navios.

    2º medida necessária

    O segundo passo para Goldfein como chefe da Força Aérea seria chamar o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), que é encarregado de proteger o território norte-americano de mísseis balísticos intercontinentais.

    Para isso, conta com interceptores terrestres (GBIs), encarregados de discernir as ogivas reais dos chamarizes. Goldfein ressalta que os EUA interceptaram com sucesso um míssil intercontinental com um GBI (em um teste) mas que esses interceptores ainda estão sendo aperfeiçoados.

    Última providência

    O terceiro passo de Goldfein seria pedir ajuda ao chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, general John Hyten, e enviar um comando para os submarinos com armas nucleares.

    Os submarinos são projetados para efetuar um "segundo ataque" maciço, que "garantiria a destruição de quem quer que lançasse um ataque nuclear contra os EUA", segundo a mídia.

    De acordo com o general, essas três medidas precisam ser executadas simultaneamente, nessa ordem específica, para que os EUA possam alcançar a máxima proteção contra um ataque nuclear.

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    Tags:
    David Goldfein, Força Aérea dos EUA, OTAN, EUA, ataque nuclear
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