21:21 24 Agosto 2019
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    Avião de observação americano OS-135B

    Especialista revela possível objetivo do voo de avião militar dos EUA sobre a Rússia

    CC BY-SA 2.0 / Airwolfhound / OC-135B Open Skies
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    Os EUA poderiam ter realizado o voo de reconhecimento perto da cidade russa de Chita para obter informações sobre a brigada de mísseis, que eles consideram estar sendo reequipada com os mísseis 9M729, disse o especialista militar russo Viktor Murakhovsky.

    Anteriormente, o portal de monitoramento PlaneRadar publicou uma captura de tela de acordo com a qual o avião de reconhecimento americano Boeing OC-135B realizou um voo na região russa de Transbaikal, perto da cidade de Chita, com base no Tratado de Céus Abertos.

    "Na região de Chita, está posicionada uma unidade do Exército. A brigada de mísseis está sendo rearmada com a mais nova modificação do complexo Iskander-M, com o míssil 9M729… Eu acho que pelo menos um dos pontos de interesse deles é precisamente esta brigada de mísseis "- disse Murakhovsky.

    Ao mesmo tempo, ele esclareceu que a Rússia não anunciou oficialmente o rearmamento da brigada com um novo tipo de míssil. "São os representantes dos próprios Estados Unidos que pensam assim, oficialmente não anunciamos isso", acrescentou o especialista.

    Murakhovsky lembrou que, anteriormente, de acordo com as disposições do Tratado, os Estados Unidos já haviam realizado vôos sobre a região de Kaliningrado, onde também se localizam unidades do sistema Iskander-M.

    Este voo foi comentado pelo Ministério da Defesa russo, que indica em comunicado que "de 18 a 23 de fevereiro, como parte da implementação do Tratado de Céus Abertos, a missão dos EUA realizará um voo de observação sobre o território da Federação da Rússia a bordo de um avião de observação americano OS-135B, a partir do aeródromo de Khabarovsk".

    Acrescenta-se que os especialistas russos a bordo do avião "monitorarão a estrita observância dos parâmetros de voo acordados e a utlização do equipamento de monitoramento estipulado pelo tratado".

    O Tratado de Céus Abertos foi assinado em 1992 e entrou em vigor desde 2002. O tratado permite que os Estados-Membros coletem abertamente informações sobre as Forças Armadas e atividades dos outros participantes.

    Este tratado integra a maioria dos países da OTAN, a Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Geórgia, Bósnia e Herzegovina, bem como a Suécia e a Finlândia (países neutros). Habitualmente, a Rússia realiza voos em países da OTAN e vice-versa.

    Navios militares dos EUA, USS Bonhomme Richard (primeiro de baixo), e USS Boxer (segundo de cima),  participam de exercícios navais com grupo de pronta-resposta da Unidade Anfíbia da Coreia do Sul, em Ssang Yong, 8 de março de 2016
    © REUTERS / Corpo de Fuzileiros dos EUA/Cpl. Darien J. Bjornda
    Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF, que restringe os mísseis nucleares. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo.

    O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem ela própria sérios questionamentos em relação à implementação do INF pelos norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo.

    Em 23 de janeiro, o Ministério da Defesa russo mostrou a adidos militares estrangeiros o míssil 9M729, usado como pretexto para culpar a Rússia de violar o Tratado INF. Diplomatas dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, bem como representantes da UE e da OTAN na Rússia, não compareceram ao briefing.

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    Tags:
    voo, observação, avião, Rússia, EUA
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