05:29 24 Setembro 2017
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    Forças de manutenção da paz das Nações Unidas

    Itália apoia uso de forças da paz da ONU para proteger patrimônio cultural da humanidade

    © flickr.com/ Untied Nations
    Cultura
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    A Itália apoia a ideia de usar as forçar da paz da ONU para garantir a proteção de bens e locais do patrimônio cultural em diversas partes do mundo, declarou nesta sexta-feira o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, ao discursar na conferência internacional de ministro da Cultura "Cultura – instrumento de diálogo entre povos".

    A encontro de dois dias acontece no âmbito da Exposição Universal Mundial Expo 2015, em Milão. Além dos 83 ministros de países participantes da mostra, o evento conta com a participação da diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, bem como de representantes da Organização Mundial de Turismo e do Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração de Bens Culturais.

    Durante seu discurso, Bokova anunciou a proposta de usar forças da paz da ONU para proteger bens culturais a exemplo da ação promovida no Mali.

    "A proposta da UNESCO sobre forças da paz da ONU é muito importante. Isso significa que nós não nos conformamos com a barbárie" – disse Renzi, acrescentando que o exemplo da simbólica cidade de Palmira é prova viva de que os terroristas sabem "acertar uma ferida".

    O ministro italiano destacou que não se pode ficar indiferente ao que está acontecendo no mundo.

    "Nós não podemos fazer de conta que nada aconteceu. E nós nos reunimos aqui para dizer que somos capazes de resistir" – disse Renzi.

    O Estado Islâmico capturou Palmira, considerada um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, no dia 21 de maio, causando grande preocupação em toda a comunidade internacional. A cidade síria, que continua sob controle do grupo terrorista, abriga sítios arqueológicos listados no Patrimônio Mundial da Unesco, como ruínas romanas, gregas e persas, algumas com mais de 2.000 anos.

    Até o momento, apesar de alguns ataques contra templos e monumentos da cidade, a maior parte dos patrimônios históricos permanece intacta. Mas há relatos de que o EI teria minado todo o local.

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    Tags:
    cultura, patrimônio cultural, UNESCO, ONU, Irina Bokova, Matteo Renzi, Milão, Itália
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