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    COVID-19 no mundo no final de agosto de 2021 (21)
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    Países ao redor do mundo vacinaram suas populações contra o novo coronavírus, mas algumas mutações do vírus posteriores foram capazes de contornar ou limitar a proteção fornecida pelos anticorpos.

    Mais de 30 cientistas na África do Sul descobriram uma nova "variante de interesse" do SARS-CoV-2, que temem ser mais contagiosa e resistente aos anticorpos contra o coronavírus do que seus predecessores, escreveu na sexta-feira (27) o portal New Frame.

    A nova cepa, que consiste de múltiplas mutações do vírus, e é coletivamente conhecida como C.1.2, ou "linhagem C.1.2", foi identificada pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis e da Plataforma KwaZulu-Natal de Inovação e Sequenciamento de Pesquisa sul-africanos.

    Ela foi detectada pela primeira vez na África do Sul em maio de 2021, e desde então tem aparecido em países de todo o mundo, incluindo China, República Democrática do Congo, Maurício, Nova Zelândia, Reino Unido, Portugal e Suíça.

    Em um estudo publicado no portal de pré-impressão medRxiv, os cientistas explicaram que a nova variante "foi associada à fuga de certos anticorpos neutralizantes de classe 3", ou seja, a proteção proporcionada naturalmente ou com a ajuda de vacinas, contra o patógeno.

    Também foi mencionado que a cepa C.1.2 tem uma taxa de mutação de cerca de 41,8 por ano, quase o dobro das outras variantes.

    "De maior preocupação é o acúmulo de mutações adicionais […] que também são suscetíveis de afetar a sensibilidade de neutralização ou a clivagem da pele e, portanto, a aptidão reprodutiva", advertiu o estudo, referindo-se à capacidade do vírus de escapar dos anticorpos, bem como sua contagiosidade. Foi também expressada a possibilidade de a nova cepa já estar mais disseminada do que se crê.

    Diz-se que a C.1.2 evoluiu da C.1, uma das várias cepa que dominaram a primeira onda de infecções pelo SARS-CoV-2 na África do Sul, e que foi detectada pela última vez no país em janeiro de 2021.

    A C.1 "foi desde então detectada na maioria das províncias da África do Sul e em sete países da África, Europa, Ásia e Oceania", observou a pesquisa, apontando que as mutações incluem múltiplas substituições e deleções de código genético dentro da proteína spike, o meio usado pelo vírus para entrar em células humanas.

    O Departamento de Saúde da África do Sul alertou a OMS sobre a nova "variante de interesse" C.1.2.

    No início de agosto, pesquisadores no Reino Unido, um país com uma das mais altas taxas de vacinação do mundo, descobriram que a eficácia das vacina contra as infecções da variante Delta havia caído mais da metade em comparação com a eficácia contra as cepas anteriores. Israel, que também tem uma taxa de vacinação muito elevada, relatou problemas semelhantes.

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    Tags:
    COVID-19, África do Sul, China, República Democrática do Congo, Maurício, Nova Zelândia, Reino Unido, Portugal, Suíça, OMS, Organização Mundial da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS)
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