06:26 02 Agosto 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 60
    Nos siga no

    Examinando a luz dos primórdios do Universo, Thomas Buchert, astrofísico da Universidade de Lyon e do Centro de Pesquisa de Astrofísica, ambos na França, e sua equipe deduziram que o cosmos pode estar multiplamente conectado, o que significa que estaria fechado em si mesmo em todas as três dimensões, como uma rosquinha tridimensional.

    Esse Universo seria finito e, de acordo com os resultados da pesquisa dos astrofísicos, nosso cosmos inteiro poderia ser apenas entre três a quatro vezes maior do que os limites observáveis do Universo, isto é, cerca de 45 bilhões de anos-luz de distância, de acordo com o Science Alert.

    Por várias décadas, os astrônomos debateram a natureza da forma do Universo: se era "plano" (o que significa que as linhas paralelas imaginárias permaneceriam paralelas para sempre), "fechado" (as linhas paralelas, eventualmente, se cruzariam) ou "aberto" (essas linhas acabariam divergindo).

    É importante os cientistas conseguirem entender qual a verdadeira forma do Universo, pois essa geometria ditará seu destino. Enquanto universos planos e abertos continuariam se expandindo para sempre, os universos fechados, eventualmente, entrariam em colapso.

    No entanto, múltiplas observações, especialmente do fundo cósmico de microondas (o clarão de luz lançado quando nosso Universo tinha apenas 380 mil anos), estabeleceram firmemente que vivemos em um Universo plano, o que quer dizer que as linhas paralelas vão permanecer paralelas e nosso Universo continuará se expandindo.

    Quasar em primeiros dias da vida do Universo
    Quasar em primeiros dias da vida do Universo
    Contudo, se deve sublinhar que forma é mais do que geometria - também existe a topologia, se traduzindo em como as formas dos corpos podem mudar enquanto mantêm as mesmas regras geométricas.

    Apesar das medições científicas do conteúdo e da forma do Universo nos darem a conhecer sua geometria (plana), esses mesmos valores não nos dizem nada sobre a topologia. Eles não nos dizem se nosso Universo está multiplamente conectado, o que significa que uma ou mais das dimensões de nosso cosmos se conectam de volta entre si.

    De acordo com a matéria, vivemos dentro de um Universo em expansão, e em determinadas escalas, ele se expande a um ritmo mais rápido que a velocidade da luz, pelo que nunca o poderíamos alcançar e completar a volta "da rosquinha".

    Buchert, porém, enfatiza que os resultados de sua pesquisa ainda são preliminares, e que os efeitos dos instrumentos utilizados nesse estudo também poderiam explicar as flutuações ausentes nas grandes escalas. Ainda assim, é engraçado imaginar viver na superfície de uma rosquinha gigante.

    Mais:

    Astrônomos capturam IMAGENS de 'fogos de artifício' de galáxias próximas
    China em Marte: rover Zhurong captura novas FOTOS e mostra seu paraquedas após pouso
    Astrônomos mostram imagens detalhadas de jato ejetado de buraco negro supermassivo (VÍDEO)
    Tags:
    clarão, astrofísica, ciência, Cosmos, Universo
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar