20:14 12 Abril 2021
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    Um astrofísico da Universidade de Gottingen, Alemanha, propôs uma solução teórica para a criação dos assim chamados motores de dobra, que aceleram as espaçonaves a velocidades que excedem a velocidade da luz. Esse motor permitiria voar até a estrela mais próxima e voltar em alguns anos em vez de dezenas de milhares de anos.

    A dobra espacial é um elemento fictício de espaçonaves, descrito em muitas obras de ficção científica, cuja velocidade excede a velocidade da luz. No entanto, existem muitas questões que põem em dúvida a criação de dobra espacial.

    Teoricamente, as viagens a velocidades superiores à da luz são possíveis se se criar uma redistribuição da energia escura no espaço ao redor da espaçonave, para que haja um excesso dela atrás da espaçonave e uma região de energia negativa em sua frente.

    No entanto, em primeiro lugar, atualmente quase não sabemos nada sobre a energia escura e, em segundo lugar, com base na teoria da relatividade geral de Albert Einstein, a redistribuição de um grande número de partículas hipotéticas de matéria com propriedades exóticas exigiria uma enorme quantidade de energia.

    O novo estudo, realizado pelo astrofísico Erik Lentz, contorna as questões com uma nova classe de ondas únicas ultrarrápidas e estáveis – solitões – criadas apenas por fontes de energia positiva, segundo pesquisa publicada na revista Classical and Quantum Gravity.

    Dr. Lentz descreve configurações teoricamente possíveis da curvatura do espaço-tempo, organizadas em solitões ou "bolhas de curvatura", que são ondas compactas que, mantendo sua forma, podem se mover a qualquer velocidade. Uma espaçonave colocada dentro dessa bolha se moveria junto com o solitão.

    Representação artística de espaçonaves de diferentes formas dentro de configurações teóricas bolhas de curvatura
    © Foto / Erik Lentz
    Representação artística de espaçonaves de diferentes formas dentro de configurações teóricas "bolhas de curvatura"
    De acordo com os cálculos do cientista, se pudesse ser gerada energia suficiente, levaria apenas quatro anos para chegar à estrela mais próxima de Proxima Centauri dentro de uma bolha de dobra. Com a atual tecnologia de foguetes, o tempo dessa viagem seria mais de 50 mil anos. Todas as equações utilizadas por dr. Lentz são baseadas na física tradicional.

    "Este trabalho moveu o problema das viagens mais rápidas do que a velocidade da luz em um passo da área da pesquisa teórica da física fundamental para as ciências de engenharia", disse dr. Lentz.

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    Tags:
    energia, motor, velocidade da luz, velocidade, espaçonave
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