04:04 03 Agosto 2021
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    Pesquisadores que conduzem escavações arqueológicas na caverna de Iroungou, na província de Ngounié no Gabão, descobriram restos humanos pré-coloniais consistindo de pelo menos 28 indivíduos identificados que remontam aos séculos XIV-XV d.C.

    Para acessar a caverna, a equipe internacional de pesquisadores da Agência Nacional dos Parques Nacionais do Gabão teve que descer de rapel através de um buraco no topo da caverna a fim de conseguir chegar até os enterramentos. Para serem colocados lá, os falecidos devem ter sido descidos ou jogados através da mesma abertura, escreve jornal Heritage Daily.

    O estudo dos restos mortais identificou pelo menos 28 pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias.

    Os pesquisadores descobriram também que todos os adultos tiveram seus incisivos superiores removidos em algum momento no início de sua vida.

    Restos humanos de 500 anos encontrados em uma caverna na província de Ngounié no sul do Gabão
    Restos humanos de 500 anos encontrados em uma caverna na província de Ngounié no sul do Gabão

    Esta característica teria modificado significativamente a forma do rosto destas pessoas, e talvez servisse como indicador de que os indivíduos pertenciam a um certo grupo que praticava modificações do corpo ou que tinha uma posição social especial.

    "Modificação dentária intencional tem uma longa história na África, mas a remoção de todos os quatro incisivos superiores é uma forma relativamente incomum. Tem sido relatado na África centro-ocidental, assim esta descoberta sugere que possa ter uma longa história e possivelmente continuidade", disse o pesquisador Sébastien Villotte da Universidade de Bordeaux.
    Restos humanos de 500 anos encontrados em uma caverna na província de Ngounié no sul do Gabão
    Restos humanos de 500 anos encontrados em uma caverna na província de Ngounié no sul do Gabão

    Junto aos sepultamentos, os cientistas descobriram também centenas de objetos de ferro, como facas, machados, enxadas e joias, além de itens de cobre.

    "Pode ter sido um local de sepultamento especial para indivíduos importantes e possivelmente para os que acompanhavam os mortos – serviçais sacrificados", explicou Villotte.

    A equipe planeja retornar ao local e estudar essa possiblidade em mais detalhe.

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    Tags:
    arqueologia, crânio, escavação, sítio arqueológico, África, Gabão
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