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    Cientistas descobriram um osso de veado pré-histórico de mais de 50.000 anos, no qual neandertais talharam asnas, linhas e incisões, ações que até agora se acreditava serem exclusivas dos Homo sapiens.

    Os neandertais esculpiram um osso há 51.000 anos, indicando que sabiam criar objetos de arte, revela um comunicado de segunda-feira (5) da Universidade de Gottingen, Alemanha.

    Esta imagem não datada divulgada pelo Escritório Estadual da Baixa Saxônia para Preservação de Monumentos em 5 de julho de 2021 mostra microescaneamentos de um osso de veado gigante entalhado, que foi encontrado em Einhornhohle, norte da Alemanha
    © AFP 2021 / Volker Minkus / Escritório Estadual da Baixa Saxônia para Preservação de Monumentos, Alemanha
    Esta imagem não datada divulgada pelo Escritório Estadual da Baixa Saxônia para Preservação de Monumentos em 5 de julho de 2021 mostra microescaneamentos de um osso de veado gigante entalhado, que foi encontrado em Einhornhohle, norte da Alemanha

    Trata-se de um osso de cervo gigante, um veado pré-histórico, que foi encontrado durante pesquisas realizadas desde 2019 em uma caverna nas montanhas Harz, no norte do país europeu, contendo uma talha de asnas sobrepostas, linhas em forma de V invertido e uma linha de incisões menores em sua extremidade inferior.

    Os paleontólogos realizaram uma análise microscópica e uma replicação experimental, que levaram a concluir que o osso foi primeiramente cozido para amolecê-lo antes de ser esculpido. A falta de cervos gigantes ao norte dos Alpes na época aponta para um significado simbólico do osso, garantem os autores do estudo publicado na revista Nature Ecology and Evolution.

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    O osso encontrado tinha linhas individuais que formavam um desenho coerente.

    "A antiguidade da nova descoberta mostra que os neandertais eram capazes de produzir de forma independente padrões sobre os ossos milhares de anos antes da chegada dos humanos contemporâneos e de se comunicar com símbolos", argumenta em comunicado Thomas Terberger, professor da Universidade de Gottingen, Alemanha, e autor principal do estudo.

    Esta imagem não datada divulgada pelo Escritório Estadual da Baixa Saxônia para Preservação de Monumentos em 5 de julho de 2021 mostra microescaneamentos de um osso de veado gigante entalhado, que foi encontrado em Einhornhohle, norte da Alemanha
    © AFP 2021 / Escritório Estadual da Baixa Saxônia para Preservação de Monumentos
    Esta imagem não datada divulgada pelo Escritório Estadual da Baixa Saxônia para Preservação de Monumentos em 5 de julho de 2021 mostra microescaneamentos de um osso de veado gigante entalhado, que foi encontrado em Einhornhohle, norte da Alemanha

    "Isto dá a entender um desenvolvimento independente do poder criativo do neandertal", que "já tinha habilidades cognitivas surpreendentes", diz Terberger, que não hesita em chamar a descoberta de "o objeto decorado mais antigo da Baixa Saxônia e uma das descobertas mais importantes do período dos neandertais na Europa Central".

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