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    Mundo em meio à pandemia da COVID-19 no fim de maio de 2021 (61)
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    O médico infectologista Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, argumentou que "não estava convencido" de que o SARS-CoV-2 se desenvolveu naturalmente.

    O Ministro da Saúde da Índia, Harsh Vardhan, recusou-se a corroborar a tese de que o SARS-CoV-2 teria escapado de um laboratório chinês, mas reafirmou que deve haver uma investigação sobre a "fonte zoonótica" do vírus que causa a COVID-19.

    "Deve haver acesso justo e equitativo às vacinas COVID-19 por meio das instalações do [consórcio global] COVAX e a OMS [Organização Mundial da Saúde] deve trabalhar em estreita colaboração com a Organização Mundial de Saúde Animal e a Organização [da ONU] para Alimentos e Agricultura para identificar a fonte zoonótica do vírus", afirmou Vardhan durante a 74ª Assembleia Mundial da Saúde.

    O ministro indiano é o atual presidente do Conselho Executivo da OMS.

    As observações de Vardhan foram feitas após comentários recentes do maior especialista em doenças infecciosas dos EUA e conselheiro do presidente norte-americano Joe Biden para a COVID-19, Anthony Fauci, que argumentou que "não estava convencido" de que o SARS-CoV-2 se desenvolveu naturalmente.

    "Na verdade, não. Não estou convencido [que o vírus SARS-CoV-2 se desenvolveu naturalmente]. Acho que devemos continuar a investigar o que aconteceu na China até que continuemos a descobrir da melhor forma possível o que aconteceu", disse Fauci à emissora Fox News.

    No ano passado, Fauci tinha praticamente rejeitado a teoria da origem do vírus em laboratório.

    Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA
    © AP Photo / Evan Vucci
    Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA

    Teoria de vazamento de vírus ganha força

    As declarações de Fauci ocorreram logo após o jornal The Wall Street Journal revelar que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, ficaram tão doentes em novembro de 2019 que procuraram atendimento hospitalar.

    As informações do jornal norte-americano são de um relatório anteriormente não divulgado da inteligência dos EUA.

    A China, por sua vez, negou veementemente as acusações da publicação. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, rejeitou a teoria da origem do laboratório, argumentando que a pandemia foi provavelmente causada por "surtos separados" em vários lugares do mundo.

    Wang também rechaçou as acusações de que a China escondeu a extensão do surto, afirmando que Pequim "correu contra o tempo" para relatar o primeiro caso ao mundo.

    Donald Trump, ex-presidente dos EUA, fala na Conferência de Ação Política Conservadora em Orlando, Flórida, EUA, 28 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Joe Skipper
    Donald Trump, ex-presidente dos EUA, fala na Conferência de Ação Política Conservadora em Orlando, Flórida, EUA, 28 de fevereiro de 2021

    De Trump a Biden

    A ideia de que o vírus foi produzido por laboratórios foi vocalizada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou a doença como "vírus chinês" em diversas ocasiões. Antes de deixar a Casa Branca, em janeiro, seu governo afirmou que tinha "crescentes evidências" de que o SARS-CoV-2 tinha saído de um laboratório.

    O governo Biden, por sua vez, disse que os EUA tinham "sérias questões sobre os primeiros dias da pandemia de COVID-19, incluindo suas origens na República Popular da China".

    "Não faremos pronunciamentos que prejudiquem um estudo em andamento da OMS sobre a origem do SARS-CoV-2, mas deixamos claro que teorias sólidas e tecnicamente confiáveis ​​devem ser avaliadas minuciosamente por especialistas internacionais", disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

    Enquanto isso, a OMS rejeitou a teoria de origem do vírus em laboratório, com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmando que era "extremamente improvável" que o vírus pudesse ter vazado de um laboratório.

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    Mundo em meio à pandemia da COVID-19 no fim de maio de 2021 (61)

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    Tags:
    EUA, Índia, novo coronavírus, SARS-CoV-19, China
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