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    Mundo em meio à pandemia da COVID-19 no fim de maio de 2021 (61)
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    Para o ex-secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, surto da COVID-19 partiu de laboratório de Wuhan, na China, e OMS estaria omitindo informações sobre o caso.

    O ex-secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse ao canal Fox News na segunda-feira (24) que é "ultrajante" que o epidemiologista do governo Anthony Fauci e outros no início da pandemia terem descartado a possibilidade de que a COVID-19 pudesse ter escapado do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, onde o surto começou. 

    Os comentários de Pompeo vieram depois que um ex-funcionário do Departamento de Estado disse ao canal no domingo (23) que cerca de um mês antes de a COVID-19 ser relatada pela primeira vez em Wuhan, contatos de governos estrangeiros disseram a funcionários do

    Departamento de Estado que vários funcionários do Instituto de Virologia de Wuhan adoeceram em meados de novembro de 2019.

    "Foi ultrajante ver cientistas, até mesmo do governo, cientistas do governo dos EUA que estavam negando isso, quando certamente devem ter visto as mesmas informações que eu tinha visto", disse Pompeo. "Isso inclui certamente o dr. Fauci também."

    Fauci afirmou à National Geographic em maio de 2020 que "se você olhar para a evolução do vírus em morcegos e o que está lá fora agora, [as evidências científicas] estão muito, muito fortemente inclinadas para isso, não poderia ter sido artificial ou deliberadamente manipulado. Tudo sobre a evolução gradativa ao longo do tempo indica fortemente que [este vírus] evoluiu na natureza e então saltou de espécie".

    Membros da equipe da Organização Mundial da Saúde se preparam para partir para um segundo dia de visita de campo em Wuhan, na China, no sábado, 30 de janeiro de 2021.
    © AP Photo / Ng Han Guan
    Membros da equipe da Organização Mundial da Saúde se preparam para partir para um segundo dia de visita de campo em Wuhan, na China

     

    Pompeo acrescentou a necessidade de saber o que realmente aconteceu. Para o ex-secretário, o governo chinês sabe a origem do novo coronavírus. Um funcionário, que trabalhou no Departamento de Estado durante o governo Trump, afirmou ter entrado em contato com pessoas na China que saberiam a origem do vírus. O Departamento de Estado comunicou que não faria comentários sobre "supostos assuntos de inteligência".

    O Departamento de Estado reconheceu em janeiro de 2021 que "o governo dos Estados Unidos tem motivos para acreditar que vários pesquisadores dentro do instituto ficaram doentes no outono [primavera no Hemisfério Sul] de 2019".

    Pompeo também criticou a decisão do governo Biden de reingressar na Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão internacional que foi criticado por seu papel em minimizar a responsabilidade do governo chinês em encobrir a extensão da propagação do coronavírus no início da pandemia.

    Um relatório recente da OMS sobre as origens do coronavírus foi criticado pela secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, que acusou o órgão de fornecer uma "imagem parcial e incompleta" da origem do vírus e ressaltou que "todos merecem maior transparência".

    Não apenas especialistas do governo como Fauci, mas também organizações de mídia e organizações internacionais como a OMS despejaram água fria sobre a possibilidade de que o vírus possa ter vazado do laboratório de Wuhan por boa parte de 2020 até 2021.

    Recentemente, no final de março, a CNN disse que a ideia de que o coronavírus vazou de um laboratório era "uma teoria controversa sem evidências" depois que o ex-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), Robert Redfield, afirmou achar "provável" que o patógeno tivesse escapado do laboratório em Wuhan.

    Tais suspeitas emergentes convenceram muitos de que um vazamento de um laboratório chinês poderia ser a origem mais provável da COVID-19. Isso levou os republicanos da Câmara no início deste mês a apresentar um projeto de lei que desclassificaria a inteligência relacionada à teoria do vazamento de laboratório, enquanto pressionam o governo Biden a fornecer mais informações sobre o assunto.

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    EUA, secretário de Estado, laboratório, novo coronavírus, COVID-19, Wuhan, China, OMS
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