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    COVID-19 no mundo em meados de maio (35)
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    A combinação de doses de vacinas diferentes contra a COVID-19 tem contribuído para o aumento de efeitos secundários em vários pacientes, revela estudo.

    De acordo com o trabalho de pesquisadores da Universidade de Oxford publicado na revista científica The Lancet, pessoas que foram inoculadas com uma dose da vacina da AstraZeneca e após quatro semanas com uma dose da vacina da Pfizer demonstraram um aumento de efeitos secundários de curta duração, tais como fatiga e dores de cabeça.

    O estudo, porém, não apontou quaisquer problemas de segurança, uma vez que os efeitos secundários referidos desapareceram após alguns dias, informou Matthew Snape, professor de Vacinologia e Pediatria da Universidade de Oxford, indica o South China Morning Post.

    O professor descreve que, no decorrer do estudo, cerca de 10% dos participantes que receberam doses mistas reportaram uma fatiga severa, quando comparados com apenas 3% dos que foram inoculados com apenas um tipo de vacina. Todos os participantes têm de 50 ou mais anos, estando Snape suspeitando que os efeitos secundários possam ser ainda mais fortes em pacientes mais jovens.

    No momento, os pesquisadores estão também testando o efeito de um intervalo mais longo entre as duas doses, planejando estender sua pesquisa a vacinas da Moderna Inc. e da Novavax Inc., segundo a mídia chinesa.

    É importante sublinhar que nem todas as vacinas funcionam quando combinadas entre si, mas os cientistas acreditam que essa mistura pode ter efeito positivo desde que ambos os medicamentos tenham o mesmo alvo – neste caso, a proteína S do vírus.
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    Tags:
    Pfizer, efeitos, vacinação, COVID-19, estudo, Universidade de Oxford
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