23:15 10 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 70
    Nos siga no

    Cartógrafo estava trabalhando em um mapa quando quase caiu em uma botija de cerca de 50 relíquias da Idade do Bronze a oeste da Suécia. Joias teriam sido de mulheres de alto status da época.

    O tesouro raríssimo foi encontrado perto de Alingsas, a oeste da Suécia, depois que um cartógrafo que estava preparando um mapa para orientação tropeçou nele ao lado de algumas pedras. A descoberta inclui colares, tornozeleiras e outros objetos da Idade do Bronze Nórdica, datada de cerca de 1100 a.C. a 500 a.C., e é descrita como muito grande e rara.

    Tomas Karlsson, o descobridor, conta que tropeçou na raridade enquanto realizava um trabalho de campo. A princípio, o cartógrafo sueco não pensou que pudesse ser algo importante, mas, no fim das contas, acabou encontrando uma botija de cerca de 50 relíquias da Idade do Bronze de mais de 2.500 anos.

    "Parecia lixo de metal. Aquilo é uma lâmpada deitada, pensei a princípio", afirmou Karlsson ao jornal Dagens Nyheter. Ele disse que então se curvou e viu uma espiral e um colar. "Mas tudo parecia tão novo. Achei que eram falsos", continuou.

    Karlsson relatou a descoberta às autoridades locais, que enviaram uma equipe de arqueólogos para examinar. Os objetos estavam em condições tão bem preservadas que os arqueólogos inicialmente também suspeitaram que fossem cópias, mas um exame completo mostrou que as relíquias tinham, na verdade, mais de dois milênios de idade.

    A conservadora Madelene Skogbert mostra um anel de osso da Idade do Bronze que foi encontrado pelo cartógrafo sueco
    © AFP 2021 / Adam IHSE / TT News Agency
    A conservadora Madelene Skogbert mostra um anel de osso da Idade do Bronze que foi encontrado pelo cartógrafo sueco

    Os especialistas dizem que provavelmente as relíquias pertenceram a mulheres de alto status e costumavam ser usadas para exibir riqueza e posição social.

    O tesouro descoberto em Alingsas consiste principalmente em objetos para decoração pessoal e é um dos maiores e mais espetaculares achados da Idade do Bronze Final já feitos na Suécia
    © AFP 2021 / Adam IHSE / TT News Agency
    O tesouro descoberto em Alingsas consiste principalmente em objetos para decoração pessoal e é um dos maiores e mais espetaculares achados da Idade do Bronze Final já feitos na Suécia
    "A maioria das descobertas feitas de itens de bronze pode ser associada a mulheres de alto status da Idade do Bronze", disse Johan Ling, professor de arqueologia da Universidade de Gotemburgo.

    Autoridades do Conselho Administrativo do Condado informaram em comunicado, da quinta-feira (29), que o tesouro raro consiste principalmente em joias antigas e representa um dos "maiores e mais espetaculares achados" da Idade do Bronze já ocorridos no país nórdico.

    Alguns objetos da Idade do Bronze encontrados são apresentados em 29 de abril de 2021, em Gotemburgo, na Suécia
    © AFP 2021 / Adam IHSE / TT News Agency
    Alguns objetos da Idade do Bronze encontrados são apresentados em 29 de abril de 2021, em Gotemburgo, na Suécia

    De acordo com o comunicado, objetos estavam abertos na frente de algumas pedras na floresta. "Presumivelmente, os animais os cavaram de uma fenda entre as pedras."

    Entre as relíquias, que se acredita serem do período entre 750 a.C. e 500 a.C., estão alguns "colares, correntes e agulhas muito bem conservados" de bronze.

    "Eles foram usados para adornar diferentes partes do corpo, como colares, pulseiras e tornozeleiras, mas também havia grandes agulhas e ilhós usados para decorar e segurar diferentes peças de roupa, provavelmente de lã", acrescentou Ling.

    Mais:

    Tumba de 'princesa' da Idade do Ferro coberta de joias é desenterrada na França (FOTOS)
    Desenterrado na Suíça molde de pedra milenar usado para forjar joias cristãs (FOTO)
    Arqueólogos descobrem grande coleção de joias do Império Bizantino na Bulgária (FOTOS)
    Tags:
    tesouro, joias, mapa, relíquias, Idade de Bronze, Suécia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar