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    "É possível aumentar o intervalo entre primeira e segunda doses da vacina de 21 dias para três meses" sem comprometer resposta imunológica e podendo até aumentar eficácia, afirma diretor do Centro Gamaleya em Moscou.

    O intervalo entre a administração de primeira e segunda doses do imunizante contra COVID-19 desenvolvido na Rússia pode ser aumentado de 21 dias para até rês meses, disse Aleksandr Gintsburg, diretor do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, em Moscou, que desenvolveu a Sputnik V.

    "A pedido dos nossos parceiros estrangeiros, informamos que consideramos possível aumentar o intervalo mínimo entre a administração de primeiro e segundo componentes da vacina de 21 dias previamente aprovados para três meses no mercado externo. Este aumento no intervalo não afetará a força da resposta imune causada por nossa vacina e, em alguns casos, aumentará e prolongará", disse Gintsburg.

    Segundo o diretor, os especialistas chegaram a essa conclusão com base na experiência de uso de vacinas de uma plataforma idêntica de adenovírus, bem como nas campanhas de vacinação em massa bem-sucedidas da população da Rússia e de vários países estrangeiros.

    Vacinação contra a COVID-19 com a vacina russa Sputnik V em centro esportivo da capital da Tunísia, Tunes, 13 de março de 2021
    © Sputnik / Chedly Ben Ibrahim
    Vacinação contra a COVID-19 com a vacina russa Sputnik V em centro esportivo da capital da Tunísia, Tunes, 13 de março de 2021

    "Acreditamos também que, em um contexto de extrema demanda de vacinas por parte da população, esta solução aceleraria significativamente a imunização", acrescentou Gintsburg, que comentou que cada regulador nacional pode decidir por si só manter o intervalo entre as injeções de 21 dias ou estendê-lo por até 90 dias.

    Por sua vez, na Rússia o intervalo entre a administração de primeira e segunda doses da vacina Sputnik V continuará a ser de 21 dias, detalhou. Após uma análise dos dados de 3,8 milhões de cidadãos russos vacinados, o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) informou em 19 de abril que a eficácia da Sputnik V é de 97,6%.

    Gintsburg afirmou que a real eficácia da vacina pode ser ainda maior, explicando que os dados do sistema de registro de infectados podem incluir um atraso entre a data da coleta e o diagnóstico.

    O diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev, declarou que estes números "permitem afirmar com certeza que a Sputnik V garante um dos melhores níveis de proteção" entre todas as vacinas mundiais.

    "Vemos que os 60 países que aprovaram o uso da Sputnik V em seu território tomaram a decisão certa em favor de uma das ferramentas mais eficazes de prevenção do coronavírus", concluiu.
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    Rússia, vacinação, novo coronavírus, COVID-19, vacina, Sputnik V
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