01:05 19 Abril 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 0 0
    Nos siga no

    Equipe de astrônomos descobriu uma nova superterra que orbita uma estrela a 36 anos-luz de distância na constelação de Serpens, e que se acredita ser pelo menos três vezes maior do que a Terra.

    Superterras são descritas como uma classe de planetas com uma massa muito maior do que a da Terra, porém, menor do que gigantes gasosos como Netuno ou Urano. De acordo com a NASA, tais planetas variam-se entre "duas vezes o tamanho da Terra e até dez vezes sua massa".

    Em artigo publicado recentemente no site arXiv, os pesquisadores anunciaram que descobriram o novo exoplaneta misterioso, designando-o de GJ 740 b, utilizando o método de velocidade radial, que ajudou a revelar muitos corpos celestes do mesmo tipo.

    A análise de dados coletados eventualmente permitiu à equipe de cientistas determinar que a nova superterra distante tem uma massa de pelo menos 2,96 massas terrestres, e que orbita sua estrela hospedeira, GJ 740, a cada 2.377 dias, mantendo uma distância de 0,03 unidade astronômica, o que a coloca fora da zona habitável do sistema.

    Os especialistas estimam que a temperatura do exoplaneta seja aproximadamente de 556 graus Celsius.

    No entanto, não é tudo. Os astrônomos também indicaram que suas descobertas apontam para possibilidade de um segundo potencial exoplaneta, ainda mais massivo, que orbita a mesma estrela. A equipe considera que este corpo que ainda está para ser descoberto possa ser "o planeta de massa de Saturno de cerca de 100 massas terrestres".

    Espera-se que os resultados do novo estudo sejam publicados na próxima edição da revista Astronomy & Astrophysics.

    Mais:

    'Superterras' poderiam abrigar vida extraterrestre, diz cientista
    Superterras recém-descobertas perto do nosso Sistema Solar podem abrigar vida
    Astrônomos encontram superterra quase tão antiga quanto o Universo
    Tags:
    anos-luz, Terra, espaço, exoplaneta
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar