06:31 24 Junho 2021
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    O telescópio espacial TESS (sigla em inglês para Satélite de Pesquisas de Exoplanetas em Trânsito) confirmou a existência de três "mundos quentes" localizados a apenas 400 anos-luz da Terra.

    Estes três exoplanetas, ou seja, planetas fora do nosso Sistema Solar, cada um ligeiramente maior que a Terra, foram detetados orbitando uma estrela bem mais jovem que o nosso Sol, chamada de TOI 451, localizada a cerca de 400 anos-luz, na constelação Eridanus, de acordo com a revista científica The Astronomical Journal.

    A estrela em causa tem 95% da massa do Sol, sendo 12% menor e emitindo 35% menos energia. A sua rotação é cinco vezes mais rápida que o nosso Sol.

    Comparado com o nosso Sistema Solar, o planeta mais distante da jovem estrela corresponderia a uma distância três vezes menor do que a do Sol a Mercúrio, e, por esta razão, cada um dos três exoplanetas descobertos deverá, quase certamente, ser inadequado para a existência da vida como a conhecemos, com temperaturas variando entre 1.200 e 450 graus Celsius.

    Apesar das extremas temperaturas, os cientistas acreditam que estes planetas consigam manter suas atmosferas, podendo servir como exemplos úteis para o estudo da formação e desenvolvimento atmosféricos ao longo do tempo nos planetas.

    Corredor de estrelas onde telescópio espacial TESS encontrou os novos exoplanetas
    "Corredor de estrelas" onde telescópio espacial TESS encontrou os novos exoplanetas

    Detetados em 2018 e confirmados mais tarde com a ajuda dos mais potentes telescópios e observatórios na Terra, estes "mundos quentes" estão localizados no corredor de estrelas Pisces-Eridanus, um aglomerado muito mais recente que nosso Sistema Solar e que se estende por um terço do céu visível da Terra.

    Enquanto o Sistema Solar se formou há 4,5 bilhões de anos, o sistema TOI 451 tem só 120 milhões de anos.

    Os pesquisadores da NASA suspeitam que o sistema possua um disco frio de poeira e de detritos rochosos, podendo também ter dois companheiros estelares se movendo em torno um do outro em uma órbita muito além dos planetas. Deste modo, isso o torna um exemplo útil para o estudo da evolução dos sistemas estelares nascentes e, potencialmente, nos dando um maior conhecimento sobre o nosso Sistema Solar.

    "Este jovem sistema planetário tem só 120 milhões de anos e está apenas a 400 anos-luz, possibilitando observações detalhadas sobre ele", declarou Elisabeth Newton, professora assistente de Física e Astronomia na Universidade de Dartmouth em New Hampshire, nos EUA, que conduziu a pesquisa.

    Esta descoberta pode fornecer conhecimento adicional sobre como as atmosferas se formam em torno de jovens planetas no Universo, podendo ajudar a humanidade na sua procura tanto por mundos habitáveis como por vida extraterrestre inteligente.

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    Tags:
    astronomia, descoberta, exoplanetas, sistema solar, NASA
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