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    Cientistas conduziram um estudo em Cambridge, Reino Unido, descobrindo altas porcentagens de mortes após fraturas ósseas por diferentes razões, particularmente entre os que realizavam trabalho manual.

    Mortes por fraturas ósseas eram comuns na Idade Média, segundo o jornal The Guardian.

    A pesquisa da dra. Jenna Dittmar, da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e autora principal do estudo publicado na revista American Journal of Physical Anthropology, analisou em um cemitério paroquial, um convento e um hospital da vila britânica de Cambridge ossos de 314 pessoas com pelo menos 12 anos de idade, entre os anos de 1100 e 1530.

    Ferimentos graves nos ossos eram um tema comum, apesar de os cientistas ficarem surpreendidos pela falta de mortes provocadas por ferimentos de armas, devido à frequência de guerras na época. No entanto, a equipe notou os restos de um frade, que apesar de ter sobrevivido, parece ter sido atacado por bandidos, com sinais de ter sido atingido na cabeça com um objeto contundente.

    Indivíduo enterrado em convento de Cambridge, Reino Unido, escavado em 2016
    Indivíduo enterrado em convento de Cambridge, Reino Unido, escavado em 2016

    Após estudar os três locais, foi descoberto que 44% dos mortos enterrados no cemitério paroquial apresentavam fraturas nos ossos, uma ocorrência maior do que a do hospital.

    "As pessoas que foram enterradas no cemitério paroquial de Todos os Santos teriam levado vidas realmente duras", com trabalhos manuais, desde agricultura até construção, explica a cientista à mídia.

    Por sua vez, os membros do convento teriam uma vida clerical ou seriam benfeitores ricos, razão pela qual a porcentagem de mortos com ossos partidos baixava para 32%. Um deles tinha um pescoço e pernas quebrados, sugerindo que pode ter sido atropelado por uma carroça, com ferimentos semelhantes às vítimas de atropelamentos por carros hoje, diz Dittmar.

    "Achamos que é seguro dizer que ele provavelmente morreu como resultado de qualquer tipo grave de acidente no qual ele tenha estado envolvido."

    A autora principal da pesquisa expressou surpresa por o hospital ter a menor taxa de morte, que ficou em 27%. Um dos homens escavados parece ter fraturado seu joelho em uma queda.

    "As pessoas presumiriam que um hospital é um lugar onde indivíduos doentes, pobres ou doentes frequentariam, e você esperaria que eles tivessem mais fraturas, o que acabou não sendo o caso", disse Dittmar, referindo que isso seria explicado devido ao foco no cuidado pastoral.

    Ferimentos nos ossos eram mais comuns entre os homens, 40% dos quais tiveram esse destino, mas 26% das mulheres também o sofreram, com uma delas quebrando seu maxilar, que se curou, mas também teve outros ferimentos como ter partido as costelas e quebrado um pé.

    "A vida medieval era difícil para todos", comentou Jenna Dittmar.

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    Tags:
    Inglaterra, Reino Unido, Idade Média, Universidade de Cambridge, Cambridge
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