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    O edifício desenterrado de ruínas e descoberto a 18 quilômetros ao norte da província de Xianxim, no noroeste da China, teria sido o palácio de Qin Shi Huang, fundador da dinastia Qin (de 221 a 206 a.C.) e primeiro imperador da China.

    O local da descoberta aconteceu na cidade de Qin Xianyang, lugar que contém grande número de ruínas de salas oficiais do palácio. Entre elas, há um edifício nomeado "ruína número seis", no centro do local investigado pelos arqueólogos, que determinaram esse como o provável lugar onde o imperador Qin Shi Huang supervisionou os assuntos administrativos de seu império.

    Baseando-se em reconstruções, o tamanho estimado do telhado do edifício poderia ser de mil metros quadrados.

    "O que já foi desenterrado no momento é de grande escala e de alto nível, e se localiza em uma região na qual provavelmente foi usada para fins administrativos. Pode-se dizer que possivelmente foi considerado um dos locais mais importantes em toda a região", contou ao The Global Times o professor Zhang Ying, associado ao Período dos Reinos Combatentes (475-221 a.C.) e arqueologia da dinastia Qin da Universidade Norman Xianxim, na terça-feira (19).

    "As locações administrativas e governamentais frequentemente possuíam significado ritual ou simbólico, e nem sempre podiam servir para o trabalho cotidiano. Imaginem, se o espaço de trabalho fosse grande demais, as pessoas teriam que conversar umas com as outras em uma grande distância entre si. Considere o Salão da Harmonia Suprema [em Pequim] como exemplo, ele simboliza o poder do imperador e a majestade do país", disse o professor Xu Yitao, especialista em arqueologia arquitetônica na Escola de Arqueologia e Museologia da Universidade de Pequim.

    Achados arqueológicos na província de Xianxim (China) no suposto palácio do primeiro imperador chinês Qin Shi Huang
    © Foto / Weibo
    Achados arqueológicos na província de Xianxim (China) no suposto palácio do primeiro imperador chinês Qin Shi Huang

    No entanto, Zhang ressaltou que "ainda não está certo se a corte foi exatamente o que agora assumimos ser o local administrativo, uma vez que, por enquanto, uma sólida evidência não foi descoberta".

    Adicionalmente, a investigação revelou que outras áreas do local se dividiram em três distritos - Gong, Shu e Guo - por trincheiras artificiais e pelo ambiente natural.

    No oeste e no norte do distrito de Gong, existiam departamentos de artesanato e gestão onde foram encontrados vestígios de mercadorias ósseas, objetos de metal, moedas e pedras.

    Por sua vez, no distrito de Guo, os arqueólogos encontraram uma antiga casa semicavernosa, um depósito de armazenamento e um poço de água.

    Um sistema de água subterrâneo de cerca de nove quilômetros de leste a oeste correu ao longo da fronteira dos distritos de Gong e Guo, e foi importante fonte de água para região.

    No total, 15.168 metros quadrados foram escavados até agora na cidade de Qin Shi Huang.

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    Tags:
    corte, palácio, arqueologia, China
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