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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)
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    Philippe Grandjean, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard, EUA, avisa que certos químicos encontrados em objetos comuns de muitos países seriam prejudiciais na cura da doença do coronavírus.

    Químicos encontrados em muitos objetos mundanos, desde panelas antiaderentes a roupas impermeáveis ou caixas de pizza, são perigosos para o fígado, a fertilidade, causar câncer, e podem também reduzir a eficácia da administração de uma vacina, por exemplo, contra a COVID-19, informa o jornal The Guardian.

    "Nesta fase, não sabemos se terá impacto sobre uma vacina contra o coronavírus, mas é um risco. Teríamos que cruzar os dedos e esperar pelo melhor", afirmou Philippe Grandjean, professor-adjunto de saúde ambiental da Escola de Saúde Pública de Harvard, EUA.

    O artigo cita um estudo de outubro, que estima poder haver mais de 200 milhões de norte-americanos, ou cerca de dois terços da população dos EUA, que "poderiam ter produtos químicos fluorados tóxicos conhecidos" como fluorosurfactantes em sua água potável.

    A mídia menciona igualmente uma pesquisa de 2017, que revela que crianças submetidas a fluorosurfactantes tinham concentrações de anticorpos contra o tétano e a difteria bastante inferiores, bem como um estudo recente conduzido por Grandjean, e ainda não revisto por pares, que descobriu que o perfluorobutirato, um tipo de fluorosurfactantes, se acumula nos pulmões e pode aumentar a gravidade da COVID-19.

    As vacinas formuladas em torno das proteínas do vírus podem ter resultados pobres na proteção contra a doença, adverte Grandjean.

    "Pessoas com alta exposição aos fluorosurfactantes têm um nível de anticorpos não-protetor e muito baixo após quatro vacinações contra difteria e tétano. Portanto, se uma vacina para COVID-19 for semelhante, os fluorosurfactantes provavelmente inibirão a resposta de uma vacina, mas é uma incógnita nesta fase", afirma o acadêmico.

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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)

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    Tags:
    EUA, The Guardian, COVID-19
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