20:27 02 Dezembro 2020
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    Europa é um satélite de Júpiter, é a segunda maior das 79 luas que orbitam o maior planeta do Sistema Solar.

    Pesquisa de cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato, da agência espacial norte-americana NASA, detalha pela primeira vez como seria o brilho e a possível composição do gelo na superfície de Europa, lua de Júpiter. Experimentos de laboratório mostraram que o tipo de gelo que cobre a superfície da lua brilha sob radiação, o que pode nos ajudar a descobrir a composição de suas planícies congeladas e oceanos subterrâneos. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Astronomy na segunda-feira (9).

    Os cientistas usam um espectrômetro para separar a luz em comprimentos de onda e conectar os distintos espectros a diferentes composições de gelo. A maioria das observações foi feita usando a luz do Sol refletida no lado diurno da lua, mas esses novos resultados iluminam como Europa seria no escuro.

    ​Enquanto Europa orbita Júpiter, ela resiste a golpes implacáveis de radiação. Mas, à medida que as partículas batem na superfície da lua cheia de gelo, noite após noite, dia após dia, elas também podem estar fazendo algo sobrenatural: fazer Europa brilhar no escuro

    Os cientistas sabem que o brilho é causado por elétrons energéticos que penetram na superfície, energizando as moléculas que estão por baixo. Quando essas moléculas relaxam, elas liberam energia na forma de luz visível.

    "Nunca imaginamos que veríamos o que acabamos vendo […] Quando tentamos novas composições de gelo, o brilho parecia diferente. E todos nós apenas olhamos para ele por um tempo e depois dissemos: 'isso é novo, certo? É definitivamente um brilho diferente?' Então apontamos um espectrômetro para ele, e cada tipo de gelo tinha um espectro diferente", explica Bryana Henderson, coautora do trabalho, ao portal Phys.org.

    "Se Europa não estivesse sob essa radiação, teria a aparência de nossa lua para nós, escura no lado sombreado […] Mas porque é bombardeado pela radiação de Júpiter, brilha no escuro", afirmou Murthy Gudipati, autor principal do estudo.

    Vida na lua de Júpiter?

    Europa possui um enorme oceano interno que poderia se infiltrar até a superfície através da espessa crosta de gelo da lua. Ao analisar a superfície, os cientistas podem aprender mais sobre o que está por baixo.

    "Pudemos prever que esse brilho noturno de gelo poderia fornecer informações adicionais sobre a composição da superfície de Europa. A variação dessa composição poderia nos dar pistas sobre se Europa possui condições adequadas para a vida", garante Gudipati.

    Com lançamento previsto para meados da década de 2020, a próxima grande missão da NASA, Europa Clipper, observará a superfície da Europa em múltiplos voos durante a órbita de Júpiter. Cientistas da missão potencialmente poderão observar o gelo brilhante e usar seu brilho para ajudar a determinar sua composição.

     Descobrir do que a superfície é feita pode nos ajudar a entender se os mares de Europa têm os ingredientes necessários para a vida.

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