05:19 25 Outubro 2020
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    Embora campo magnético criado durante experimento durasse apenas nanossegundos, este período de tempo seria suficiente para ser usado em experimentos de física moderna.

    Um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, afirma que seria possível gerar na Terra campos magnéticos comparáveis aos existentes em estrelas de nêutrons e buracos negros, de acordo com o portal Live Science.

    Segundo a mídia, embora ninguém tenha conseguido superar os resultados de um experimento de laboratório em 2018, onde foram empregados lasers para criar um campo magnético de 1,2 quilotesla (um quilotesla é igual a 1.000 teslas), a nova pesquisa sugere que a geração de um campo megatesla (um milhão de teslas) "deve ser possível".

    Em comparação, as máquinas de ressonância magnética usadas em hospitais geralmente produzem um campo magnético de cerca de um tesla.

    Através de simulações e modelagem computadorizada, os pesquisadores descobriram que disparar "pulsos de laser ultraintensos" em tubos ocos de alguns micrômetros de diâmetro pode energizar os elétrons na parede do tubo e causar a implosão do tubo, resultando em um processo que poderia "amplificar um campo magnético pré-existente em duas a três ordens de magnitude".

    E embora o campo magnético megatesla se desvanecesse após cerca de dez nanossegundos, ou uma centésima milionésima parte de um segundo, Live Science observa que é "muito tempo para experimentos de física moderna, que frequentemente trabalham com partículas e condições que piscam para fora da existência em muito menos do que um piscar de olhos".

    Os pesquisadores também argumentam que tal experimento deveria ser possível com a tecnologia atualmente disponível, pois exigiria "um sistema de laser com uma energia de pulso de 0,1 a um quilojoule e uma potência total de dez a 100 petawatts". O valor nutricional da comida é expresso em quilojoules, e um petawatt é igual a um trilhão de megawatts, ou um quatrilhão de quilowatts.

    O portal acrescenta que lasers de dez petawatts já estão "sendo implantados como parte da Infraestrutura Europeia de Luz Extrema", e cientistas na China também procuram "construir um laser de 100 petawatts chamado Estação de Luz Extrema".

    "O conceito promete abrir novas fronteiras em muitos ramos da física fundamental e aplicações em termos de campos magnéticos ultra-altos", afirmam os autores do estudo.

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    Tags:
    Europa, China, Live Science, Scientific Reports, Terra
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