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    As hipotéticas formas de vida podem, em teoria, desenvolver inteligência e até mesmo encontrar uma maneira de explorar o espaço, sugeriu um dos autores do estudo.

    Enquanto cientistas seguem refletindo se existe vida em planetas distantes, uma nova pesquisa faz uma sugestão surpreendente sobre onde algumas formas de vida podem prosperar, relata o portal Science Alert.

    Em declarações à mídia, os físicos Luis Anchordoqui e Eugene Chudnovsky, da City University de Nova York, EUA, afirmam que certas espécies podem potencialmente viver, evoluir e se replicar dentro das próprias estrelas.

    "As informações armazenadas no RNA (ou DNA) codificam o mecanismo de autorreplicação", explicou Chudnovsky sobre o estudo publicado no sábado (29) na revista científica Letters in High Energy Physics.

    "Seu surgimento deve ter sido precedido pela formação maciça de sequências aleatórias de RNA até que fosse formada uma sequência capaz de autorreplicação. Acreditamos que um processo semelhante ocorreria com colares em uma estrela, levando a um processo estacionário de autorreplicação".

    Os pesquisadores argumentam que objetos lineares unidimensionais, conhecidos como cordas cósmicas, e partículas elementares com apenas um polo magnético, conhecido como partícula de monopólo, podem se combinar para formar "estruturas unidimensionais, bidimensionais e até tridimensionais" estáveis, com as variedades mais complexas sendo potencialmente capazes de transportar informações e replicar, "alimentando-se da energia de fusão gerada pela estrela".

    Primeira imagem completa do Sol feita pela missão Solar Orbiter, em 30 de maio de 2020,
    © Foto / Solar Orbiter/EUI Team (ESA & NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD/WRC, ROB, UCL/MSSL
    Primeira imagem completa do Sol feita pela missão Solar Orbiter, em 30 de maio de 2020

    "Comparada à vida útil de uma estrela, sua vida útil é uma centelha instantânea de luz na escuridão. O importante é que tal centelha consegue produzir mais faíscas antes que se desvaneçam, proporcionando assim uma longa vida útil da espécie", afirmam os cientistas.

    "A complexidade da evolução através de mutações e seleção natural aumenta com o número de gerações passadas. Consequentemente, se a vida útil de espécies nucleares autorreplicáveis for tão curta quanto a vida útil de muitos objetos nucleares compostos instáveis, eles podem evoluir rapidamente para uma enorme complexidade".

    Chudnovsky sugeriu que estas hipotéticas formas de vida também poderiam desenvolver inteligência, acrescentando que "como estariam evoluindo muito rapidamente, poderiam encontrar uma maneira de explorar o cosmos além de sua estrela", e que "talvez devêssemos procurar sua presença no espaço".

    "É um pensamento fascinante que o Universo pode estar repleto de vida inteligente tão diferente da nossa que não conseguimos reconhecer sua existência", observou o cientista.

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