12:34 27 Setembro 2020
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    Novo estudo sugere que o antigo réptil era um predador de emboscada aquático, cujas principais presas eram peixes e lulas, habitando há muitas dezenas de milhões de anos.

    Cientistas que estudam a história antiga de nosso planeta conseguiram recentemente obter mais informações sobre a natureza de um réptil de seis metros que existiu na Terra durante o período Triássico, entre cerca de 250 milhões de anos e 200 milhões de anos atrás.

    Como aponta a emissora CNN, embora a criatura em questão (Tanystropheus), "parecida com o monstro do Loch Ness ou um crocodilo pré-histórico cruzado com uma girafa", tenha sido descrita pela primeira vez no século XIX e reconstruída só em 1973, muito sobre ela permaneceu desconhecido: se vivia na terra ou na água, o aspecto de suas crias etc.

    Ilustração mostrando hidroide Tanystropheus
    Ilustração mostrando hidroide Tanystropheus

    Após empregar tomografia computadorizada para estudar os restos fossilizados destas criaturas, segundo o comunicado do Museu de Campo de Chicago, EUA, os pesquisadores concluíram que anatomia (nomeadamente a posição das narinas no crânio, bem como o fato de o pescoço ter metade do comprimento do animal) mostra "características de um animal aquático", com outras provas sugerindo que se tratava de um "predador de emboscada".

    "Esse pescoço longo não era muito flexível, tinha apenas 13 vértebras e possuía costelas que limitavam ainda mais a mobilidade", disse Olivier Rieppel, paleontólogo do museu de Chicago e coautor da nova investigação, publicada na revista Current Biology.

    "Mas nosso estudo mostra que esta estranha anatomia era muito mais adaptável e versátil do que pensávamos antes".

    Os pesquisadores também determinaram que fósseis menores, que anteriormente se pensava pertencerem a um Tanystropheus bebê, na verdade eram de uma espécie diferente, que tinha pouco mais de um metro de comprimento.

    "Os indivíduos pequenos também são completamente adultos, e isso foi surpreendente", disse Torsten Scheyer, pesquisador associado da Universidade de Zurique, Suíça, outro coautor. "É como os anéis de crescimento de uma árvore. A partir disto, você pode basicamente reconstruir a história destes animais".

    O autor principal do estudo, Stephan Spiekman, especialista em evolução de répteis triássicos na Universidade de Zurique, também explicou que "as espécies pequenas provavelmente se alimentavam de animais como camarões, em contraste com os peixes e lulas que as espécies grandes comiam".

    "Isto é realmente notável, porque esperávamos que o bizarro pescoço do Tanystropheus fosse especializado em uma única tarefa, como o pescoço de uma girafa. Mas, na verdade, ele permitia vários estilos de vida", observou ele. "Isso muda completamente a maneira como olhamos para este animal".

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