09:57 15 Julho 2020
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    Após ser avistado por telescópios em abril, o corpo celeste com o nome de código 2019 LD2 foi considerado o primeiro dos asteroides troianos com cauda nebulosa, algo característico de um cometa.

    Depois de aparentemente descobrirem um asteroide com cauda inédito, os astrônomos passaram a acreditar que sua conclusão original estava incorreta. Em uma atualização da pesquisa recente, eles dizem que é mais provável que seja um cometa disfarçado, segundo o comunicado da Universidade de Havaí, EUA.

    Em um claro desafio à definição comum do que é um "cometa" e um "asteroide", o recém-descoberto corpo celeste, que foi chamado de 2019 LD2, apresentou uma órbita semelhante a um asteroide, mas uma cauda semelhante a um cometa. No entanto, não foi sua forma, mas sim a trajetória que tornou o objeto espacial verdadeiramente inimitável, de acordo com um relato do portal Science Alert.

    Foi descoberto que o objeto compartilha sua órbita com Júpiter, sendo parte de um enxame de asteroides conhecido como os asteroides troianos de Júpiter. Também se pensou ser o primeiro asteroide desse tipo que os astrônomos teriam visto expelindo gás da mesma maneira que um cometa.

    No entanto, de acordo com a pesquisa atualizada, o corpo celeste é um cometa normal que tem uma órbita mudando caoticamente, a qual apenas se assemelha à de um asteroide troiano.

    O comunicado chamou-o de "cometa intruso disfarçado de membro da população troiana", o que significa na prática que o corpo celeste, desde então renomeado como P/2019 LD2, é na verdade um cometa da família de Júpiter, um grupo diferente de objetos do grupo troiano.

    A reclassificação foi anunciada em uma Circular Eletrônica de Planetas Menores de 22 de maio, com as conclusões confirmadas por um astrônomo independente no Japão e posteriormente publicadas pelo Escritório Central de Telegramas Astronômicos.

    Asteroides com órbita de Júpiter

    Os verdadeiros asteroides troianos de Júpiter são conhecidos por seguirem a mesma órbita de Júpiter à volta do Sol, mas se juntam à frente ou atrás do planeta em locais à volta dos seus pontos lagrangianos, que são pequenas áreas de estabilidade gravitacional.

    Os cometas da família de Júpiter, pelo contrário, têm órbitas mais típicas de um cometa que se podem desviar e estender desde muito além de Saturno para o interior do Sistema Solar.

    À medida que o cometa P/2019 LD2 adere a essa órbita, ele se aproxima tanto de Júpiter que a enorme atração gravitacional do gigante gasoso pode mudar drasticamente sua órbita por um período de tempo, algo que está sendo testemunhado atualmente, sendo o que levou os astrônomos a acreditarem que o referido objeto era um asteroide único.

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    Tags:
    Sistema Solar, Júpiter, EUA
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