22:58 29 Março 2020
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    O telescópio espacial Hubble da NASA descobriu os fluxos mais fortes alguma vez vistos no Universo que provêm de quasares e fluem através do espaço interestelar, de forma semelhante aos tsunamis na Terra, provocando estragos nas galáxias onde se encontram.

    Os quasares são núcleos brilhantes e compactos de galáxias distantes que podem brilhar 1.000 vezes mais que suas próprias galáxias de centenas de milhões de estrelas. Buracos negros supermassivos cheios de poeira, gás e estrelas são a fonte de energia que os alimenta, explicou Nahum Arav, professor do Departamento de Física do Colégio de Ciências do Virginia Tech e pesquisador principal do estudo publicado na Astrophysical Journal Supplements.

    Os quasares se formam quando um buraco negro devora matéria emitindo radiação intensa. Impulsionados pela pressão de radiação do buraco negro, as explosões empurram o material para fora do centro da galáxia em fluxos de ejeção que se movem a velocidades impressionantes que são uma pequena porcentagem da velocidade da luz, disse o pesquisador.

    Ilustração artística do quasar J043947.08+163415.7 no Universo primordial
    © Foto / ESA/Hubble, NASA, M. Kornmesser
    Ilustração artística do quasar J043947.08+163415.7 no Universo primordial
    "Estas ejeções são fundamentais para a compreensão da formação das galáxias. Elas empurram centenas de massas solares de material a cada ano. A quantidade de energia mecânica que transportam estes fluxos de saída é até várias centenas de vezes maior que a luminosidade de toda a galáxia da Via Láctea", explica Arav.

    Os ventos do quasar se espalham pelo disco da galáxia varrendo violentamente material que de outro modo teria formado novas estrelas. De acordo com o estudo, a radiação empurra o gás e poeira para distâncias muito maiores do que astrofísicos pensavam anteriormente, causando um evento em toda a galáxia, adianta portal Phys.org.

    À medida que este tsunami cósmico esbarra no material interestelar, sua temperatura aumenta para bilhões de graus, fazendo este material brilhar em grande parte em raios X, mas também extensamente em todo o espectro de luz.

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    Tags:
    destruição, velocidade da luz, buraco negro, galáxias, objeto interestelar, NASA
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