06:19 03 Dezembro 2020
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    Pesquisadores calcularam que, no dia 13 de abril de 2029, o asteroide 99942 Apophis, dono de um diâmetro superior à altura da Torre Eiffel, deverá alcançar a esfera geoestacionária de satélites a uma velocidade de 30 km/s.

    Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) elaborou um novo plano para evitar cataclismos provocados por impactos de asteroides, empurrando um asteroide capaz de aniquilar o planeta para bem longe.

    De acordo com pesquisadores do MIT, quando um asteroide é detectado em trajetória de colisão com a Terra, agências espaciais podem mudar a direção do corpo celeste antes que complete a "passagem pelo buraco da fechadura", ou seja, quando um objeto espacial passa muito perto do planeta e é puxado pela força gravitacional, tornando mais provável um impacto futuro.

    O cenário exposto acima poderia fazer com que em 2036, quando 99942 Apophis (Deus do Caos egípcio) voltará a passar perto de nós, possa vir a devastar nosso planeta.

    "Majoritariamente, nós pensamos em estratégias de desvio de última hora, quando o asteroide já passou pelo buraco da fechadura e vem na direção para uma colisão iminente contra a Terra", disse Sung Wook Paek, autor principal do estudo e estudante graduado do MIT.

    "Eu estou mais interessado em prevenir a passagem pelo buraco da fechadura muito antes que aconteça um impacto. É como se fosse um ataque preventivo com menos desordem", explicou.

    Existem duas maneiras de impedir que um asteroide colida com o planeta. A primeira é atingi-lo com bomba nuclear, mas isso implica risco de que haja precipitação radioativa na Terra.

    A outra envolve fazer colidir com o asteroide um "elemento de impacto cinético", ou seja, uma espaçonave, fazendo com que o corpo celeste altere a trajetória para que não colida com nosso planeta, escreve jornal Metro. 

    Paek considera a segunda opção e faz simulações para arranjar uma maneira de fazer objetos alterar a trajetória e fechar o "buraco da fechadura", colocando-o longe da trajetória terrestre. De acordo com cálculos da NASA, o Apophis passará a cerca de 33.000 km da Terra.

    "O buraco da fechadura é como se fosse uma porta – uma vez aberta, o asteroide vai colidir com a Terra mais tarde com grande probabilidade", concluiu Paek.

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    Tags:
    NASA, risco de colisão, impacto, Terra, asteroide
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