13:32 24 Novembro 2020
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    Cientista deixa claro que os microrganismos existem e são conhecidos há muito tempo, e avalia o grau de perigo que eles podem representar.

    De acordo com alguns relatórios, os microrganismos estão comendo a Estação Espacial Internacional (EEI): os astronautas encontraram mais de 100 pontos danificados pela corrosão. Como resultado, a despressurização pode estar ameaçando a estação.

    Especialistas acreditam que é por isso que agora é necessário encontrar formas de controlar essa corrosão e arranjar os dados. Na Rússia, já estão instalando o equipamento necessário para testá-lo na EEI.

    Terra vista da Estação Espacial Internacional (EEI)
    Terra vista da Estação Espacial Internacional (EEI)

    O serviço russo da Rádio Sputnik falou com um pesquisador do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia de Ciências da Rússia, Nathan Eismont, para saber mais sobre a origem da ameaça.

    "Os microrganismos não foram detectados ontem. Sabe-se há muito tempo que estão lá, mas a questão é qual é sua natureza, e se eles são perigosos. No entanto, posso assegurar para vocês que a despressurização da EEI é muito improvável neste momento", disse Eismont.

    Esses organismos são estudados através da recolha de amostras da corrosão espacial, e depois trazidos de volta à Terra para análise detalhada. Eismont não descarta que eles tenham se transformado em algo mais perigoso, o que seria "um problema de outro nível". Mas até agora não houve tais descobertas e, na sua opinião, falar sobre o perigo iminente para a estação é um exagero grosseiro.

    Outros fatores

    O que tem um grande impacto na estação e na sua tripulação é a radiação. A única coisa que os salva da destruição é o campo magnético da Terra. Se estivesse orbitando Marte, por exemplo, a viagem seria imensamente mais perigosa para as pessoas a bordo e para os dispositivos, diz o cientista. É por isso que a EEI voa a essa altura, e não mais alto.

    Outro efeito nocivo da radiação tem a ver com os painéis solares dos dispositivos espaciais, uma vez que sua eficácia é drasticamente reduzida sob estas condições. Na verdade, pode até haver casos em que os painéis solares parem temporariamente de funcionar. Ao longo dos anos, estas peças essenciais tiveram de ser substituídas à medida que foram se desgastando por radiação.

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    Tags:
    Academia de Ciências da Rússia, microrganismos, EEI
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