12:31 17 Fevereiro 2020
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    5300
    Nos siga no

    A Academia de Ciências da Rússia propôs observar mais atenciosamente os satélites com reatores nucleares. Cientista explica qual é o perigo.

    O Conselho sobre Espaço da Academia de Ciências da Rússia propôs aos ministérios e instituições russas prestar mais atenção aos antigos satélites soviéticos com reatores nucleares e prever os possíveis riscos caso caiam na Terra.

    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista do Instituto de Estudos Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Natan Eismont, explica qual é o perigo destes satélites.

    "Há riscos. Há muitos reatores nucleares, e quase todos são soviéticos. Quando lançaram satélites com propulsores de energia, já havia problemas – um dos aparelhos entrou por acaso na atmosfera e desabou", afirmou Natan Eismont.

    O cientista explicou que, na época, para que não entrassem na atmosfera depois de desativados, os satélites foram deslocados para "órbitas de sepultamento", localizadas a mais de 900 quilômetros de altitude, considerando que ficariam voando lá para sempre e nunca nos incomodariam. "E deu tudo certo, mas é difícil prever por vários anos", ponderou.

    "Houve um caso desagradável quando um aparelho voando a uma altitude grande com um reator nuclear desabou. E se o aparelho não consegue entrar nas camadas espessas da atmosfera, os restos que se formaram e os pingos de combustível descem rapidamente e podem entrar na atmosfera", explicou.

    Segundo ele, a decisão de lançar aparelhos para "órbitas de sepultamento" não foi bem-sucedida e o problema continua existindo.

    De 1970 a 1988, a União Soviética lançou 31 aparelhos espaciais de propulsão energética eletrotérmica nuclear. Na União Soviética, foram desenvolvidos quatro tipos de propulsores nucleares. O acidente mais famoso com um aparelho espacial equipado com um reator nuclear foi a queda do satélite Cosmos-954 em janeiro de 1978 no território do Canadá.

    Mais:

    China lança satélite com tecnologia 5G para fornecer Internet a aviões e desertos (VÍDEO)
    Roscosmos descobre maneira de impedir satélites espiões de vigiar Rússia
    Oceano oculto de satélite de Saturno poderia ser habitável, aponta novo estudo
    Tags:
    satélites, União Soviética, Rússia, reator nuclear, reatores
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar