06:50 31 Maio 2020
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    1113
    Nos siga no

    Com o intuito de aumentar o papel das energias renováveis na matriz energética da França, o Ministério da Transição Ecológica e Sustentável planeja reduzir o número de reatores nucleares no país, encerrando ao todo catorze reatores até 2035.

    No quadro da política de fechamento de quatorze reatores nucleares em todo território francês, os dois reatores mais antigos da central de Fessenheim, na fronteira com a Alemanha, serão fechados entre fevereiro e junho de 2020.

    "O princípio geral será o fechamento dos reatores, excluindo Fessenhei, no fim de sua quinta inspeção de dez em dez anos, ou seja, fechamentos entre 2029 e 2035", afirma-se na primeira versão do Programa Plurianual de Energia (PPE) do país.

    O governo da França pretende reduzir a parte da energia nuclear na sua produção de eletricidade para 50% até 2035, em vez dos atuais 75%, segundo o jornal Les Echos.

    "A redução da produção nuclear obrigará o fechamento progressivo de quatorze reatores, incluindo dois de Fessenheim, considerando o envelhecimento destes reatores, e a alegada debilidade do sistema elétrico [...]", detalha o projeto revisado do PPE para o período entre 2019 e 2028, publicado pelo Ministério da Transição Ecológica e Sustentável.

    Com o PPE, as prioridades de ação do governo francês em matéria de energia são definidas para os próximos seis anos.

    Após o acidente em Fukushima, no Japão, a energia nuclear se tornou alvo de constantes debates por parte da sociedade civil na Europa, onde países como a Alemanha já encerraram algumas de suas maiores usinas nucleares em benefício de fontes de energias renováveis.

    Mais:

    Usina nuclear inacabada está à venda na Rússia, diz mídia
    Governo brasileiro estuda construção de 6 usinas nucleares até 2050
    Capturada em VÍDEO demolição épica de torre de usina nuclear na Alemanha
    Tags:
    energia limpa, reator nuclear, energia nuclear, França
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar