18:17 24 Janeiro 2020
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    Um filhote de 18 mil anos, encontrado perto da cidade siberiana de Yakutsk, deixou cientistas suecos confusos. Ninguém até agora consegue responder se é um cachorro ou um lobo.

    Análises serão realizadas em busca de mais informações de quando os melhores amigos do homem começaram a ser domesticados.

    O focinho, a pele e os dentes estão muito bem conservados graças à camada de gelo permafrost, onde o filhote passou milhares de anos "repousando".

    Pesquisadores do Centro de Paleogenética da Suécia conseguiram confirmar que o filhote passou aproximadamente 18.000 anos congelado. No entanto, o teste de DNA não conseguiu dar uma precisão se se trata de um lobo ou de um cachorro.

    ​Nós agora temos algumas novidades sobre o filhote de lobo ou cachorro de 18 mil anos. Análise do genoma revelou que é um macho, então pedimos aos colegas russos que deem um nome. Sendo assim, o nome do filhote é Dogor! Dogor é uma palavra de Yakútia que significa "amigo", sendo, assim, muito apropriado.

    "É relativamente fácil dizer que diferença há entre os dois […] Conseguimos obter muitas informações, e, com este volume, espera-se saber a que espécie pertence", declarou o pesquisador David Stanton à emissora CNN.

    De acordo com o cientista, o período no qual viveu este cachorro desperta muito interesse desde o ponto de vista da evolução dos lobos.

    "Não sabemos exatamente quando os cães foram domesticados, o que poderia ter ocorrido naquela época. Estamos interessados em saber se é um cachorro ou um lobo ou talvez até se se trate de algo entre os dois", sublinhou.

    Acredita-se que os cães modernos foram domesticados e procederam dos lobos, porém ainda não está claro quando a domesticação de cães aconteceu. Uma pesquisa publicada no jornal científico Nature Communications sugere que os cães da atualidade poderiam ter sido domesticados entre 20.000 a 40.000 mil anos atrás.

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    Tags:
    DNA, Suécia, Rússia, permafrost, cachorro, lobos, Sibéria, pesquisa
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