03:53 22 Outubro 2019
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    Garota inca mumificada de 500 anos

    'Princesa' inca mumificada de 500 anos retorna à Bolívia (FOTOS)

    © AP Photo / Juan Karita
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    Uma múmia de 500 anos de uma garota inca retornou à Bolívia depois de ter sido doada ao Museu da Universidade Estadual de Michigan.

    A garota com duas tranças e com traços de pele e unhas segura uma pena em suas mãos. Mesmo após cinco séculos, está em ótimo estado de conservação, entretanto, o que surpreende é que levou 129 anos para retornar à Bolívia após ser doada para a Universidade de Michigan.

    A datação por radiocarbono confirmou que o sepultamento da garota aconteceu antes da chegada de Cristóvão Colombo e a conquista dos Incas pelos espanhóis, de acordo com o tabloide Daily Mail.

    "Apesar de ser chamada de Ñusta, ou 'Princesa', não sabemos se ela era realmente uma princesa. Somente poderemos responder a isso após análise de DNA", disse William A. Lovis, professor emérito de antropologia da Universidade de Michigan.

    Acredita-se que a garota morreu aos oito anos de idade por causas desconhecidas. Autoridades bolivianas afirmam que os restos da garota e seu enxoval fúnebre com o qual foi enterrada foram levados do país em 1980 pelo filho de um diplomata norte-americano.
    Especialistas acreditam que, apesar de o local de nascimento da garota não ser conhecido, ela tenha vivido em uma região próxima a La Paz.

    • Garota inca mumificada de 500 anos
      Garota inca mumificada de 500 anos
      © AP Photo / Juan Karita
    • Conservação da garota inca mumificada que retornou à Bolívia
      Conservação da garota inca mumificada que retornou à Bolívia
      © AP Photo / Juan Karita
    • Penas de pássaros que garota inca estava segurando
      Penas de pássaros que garota inca estava segurando
      © AP Photo / Juan Karita
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    © AP Photo / Juan Karita
    Garota inca mumificada de 500 anos

    Os itens fúnebres da garota incluem sandálias de couro, um estilingue, um cabo de fio, uma pequena panela de barro e sacos de tecido animal contendo vestígios de milho, frutas e coca.

    Na época, povos andinos costumavam entregar oferendas aos mortos, pois acreditavam que a morte era uma transição.

    "É possível que a garota tenha sido uma pessoa importante e que os objetos colocados junto a ela tinham tanta importância sagrada como propósitos úteis", afirmou Lovis, que não descartou a possibilidade de a garota ter sido morta devido a um sacrifício inca para apaziguar ou oferecer divindades antigas.

    Os restos da garota também possuem características de uma cultura paralela, chamada Pacajes, cujas técnicas de mumificação são diferentes das utilizadas pela antiga cultura Tiauanaco.

    Com o retorno da garota, especialistas bolivianos pretendem estudar os restos mortais para compreender as causas de sua morte, bem como sua alimentação e técnicas têxteis.

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    Tags:
    princesa, menina, museu, múmia, Inca, estudo, Bolívia
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