00:16 05 Junho 2020
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    Estudo recente da NASA revelou como as luas que orbitam o planeta mais distante do Sol evitam colisão, embora suas trajetórias orbitais se interceptem.

    O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA completou recentemente uma pesquisa de dois satélites de Netuno – Thalassa e Náiade – que executam aquilo que os cientistas chamaram uma "dança de evasão" orbitando o gigante de gelo.

    As órbitas de ambas as luas passam muito perto uma da outra, mas sempre evitam colidir, mantendo a distância necessária e seguindo um padrão perfeito com uma ligeira inclinação entre si.

    "Nós chamamos este padrão de repetição de ressonância", disse Marina Brozovic cientista do Laboratório de Propulsão a Jato e autora principal do estudo da NASA. "Existem vários tipos diferentes de 'danças' que os planetas, luas e asteroides podem seguir, mas este tipo nunca tinha sido visto antes".

    Os dois satélites são bastante pequenos, com 96,5 quilômetros de diâmetro, e as suas rotas orbitais são separadas por apenas 1.850 quilômetros. Porém, devido ao seu padrão de ressonância, cada vez que Náiade cruza a órbita de Thalassa, a distância entre si é de 3.540 quilômetros.

    "Nós suspeitamos que Naiad foi empurrada para sua órbita inclinada por uma interação anterior com uma das outras luas internas de Netuno. Só mais tarde, depois que sua inclinação orbital se estabilizou, Naiad teria estabelecido esta ressonância incomum com Thalassa", disse Brozovic.

    O estudo, que foi publicado no portal arXiv, revelou que os dois satélites são provavelmente feitos de gelo e não de rochas, à semelhança dos anéis em torno do Netuno e outros gigantes gasosos como Saturno.

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    Universo, Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), NASA, satélites, planeta, Sistema Solar
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