08:46 20 Janeiro 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    6401
    Nos siga no

    Um grupo de jovens cientistas da Universidade Nacional russa de Ciência e Tecnologia MISiS desenvolveu um material de nova geração, a ser utilizado nos equipamentos de proteção dos serviços de emergência. O tecido não pega fogo, não congela a temperaturas baixas e protege da radiação eletromagnética nociva.

    O tecido é feito de aramida, coberto por uma liga magnética especial. Ele combina duas caraterísticas à primeira vista opostas: ser refratário e resistente ao frio. O novo equipamento pode salvar um bombeiro mesmo que esteja sujeito a temperaturas até 1200 graus Celsius. O tecido se enruga e se fende, mas não pega fogo. Quanto ao frio extremo, o fato resiste a 120 graus Celsius negativos. A cor natural do tecido é laranja, o que é o ideal para trabalhar em condições árticas – pode ver-se ao longe.

    Além disso, o material é muito resistente e cria um campo magnético que estimula a atividade física da pessoa. Assim, quem vestir o fato não só ficará protegido, como terá bom humor.

    «Agora estamos finalizando o processo de patentear o tecido, esperamos que no final deste ano, depois dos testes, este será incluído no equipamento dos guardas no Ártico», diz o professor da MISiS Vadim Tarasov.

    Ele também destacou que, em alguns dos indicadores, a tecnologia russa supera os análogos estrangeiros:

    «Atualmente se realizam os testes conjuntos com as Forças de Emergência da Rússia, no decorrer dos quais poderemos identificar as caraterísticas completas do novo equipamento».

    O tecido foi desenvolvido pelos cientistas durante 5 anos. Em 2015 eles receberam o prêmio do governo russo na área da ciência e técnica para jovens cientistas.

    Mais:

    Bactérias resistentes a antibióticos ameaçam planeta
    Fiocruz cria bioinseticida para combater mosquito da dengue
    Estatal russa apresenta tecnologias nucleares únicas no Brasil
    Tags:
    tecnologia, Ártico, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar