21:42 22 Outubro 2021
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    Lira critica explicação dada por presidente da Petrobras na quarta-feira (14) sobre elevado preço dos combustíveis e diz que o Congresso vai elaborar medidas para maior transparência "sem machucar a economia e sem prejudicar a empresa".

    Após as explicações sobre a alta dos combustíveis afirmadas pelo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, na quarta-feira (14), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje (16) não ter ficado satisfeito com as explanações de Silva e Luna, e declarou que o Congresso vai tomar providências "sem machucar a economia e a empresa", segundo a Folha de São Paulo.

    "Eu não achei que foram satisfatórias as explicações do presidente da Petrobras. […] Eu falo isso com muita tranquilidade. Nós precisamos de mais esclarecimentos para que a gente tenha uma solução efetiva, principalmente, para redução do preço do gás", disse Lira durante videoconferência realizada por uma empresa de investimentos.

    Na quarta-feira (14), Silva e Luna afirmou que nem todo reajuste é motivado pela Petrobras, citando uma série de tributos, como ICMS e impostos federais, que ajudam no aumento do preço final do combustível, conforme noticiado.

    Na live de hoje (16), o presidente da Câmara dos Deputados defendeu que a estatal se antecipe e preste as informações "adequadas" sobre a "composição do preço dos combustíveis, do preço da importação do petróleo, os aumentos que são rápidos ou não", segundo a mídia.

    "Não é possível que nós permaneçamos neste estado de letargia ou de inércia em relação às coisas que vêm acontecendo. Então é lógico que o Congresso vai tomar e seguir com providências, sem machucar a economia, sem prejudicar a empresa, mas fazendo o debate claro e transparente de informações que nós precisamos acessar", declarou.

    Lira ainda afirmou que "não é possível que a gente não tenha condições de ter […] uma política justa da Petrobras de poder dividir com o povo brasileiro o pouco da riqueza que ela amealha e arrecada com todo o esforço que o governo sempre investiu nela, na construção de gasodutos e vários outros investimentos que foram feitos.

    Edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro
    Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Edifício-sede da Petrobras no Rio de Janeiro

    Segundo a mídia, os aumentos do preço da gasolina vêm pressionando o IPCA (índice oficial de preços).

    Em agosto, o índice avançou 0,87%, a maior taxa em 21 anos. Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE subiram em agosto, com destaque para o segmento de transportes. Puxado pelos combustíveis, esse ramo registrou a maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 ponto percentual) no índice geral do mês.

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    Tags:
    Arthur Lira, petrobras, combustível, redução de tarifas
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