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    Brasil contra coronavírus no final de junho de 2021 (27)
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    Após declaração do presidente de que "não tem como saber tudo o que acontece nos ministérios", relator da CPI ironiza fala de Bolsonaro. Para Calheiros, as investigações precisam de mais tempo diante do escândalo da compra da Covaxin.

    Na segunda-feira (28), após declaração do presidente, Jair Bolsonaro, dizendo que "não tem como saber tudo que acontece nos ministérios", o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), debochou da fala do presidente dizendo que ele "sofre de falta de memória muito grande", segundo o UOL.

    "O presidente da República está com uma falta de memória muito grande, porque hoje ele falou que não sabia nada do que acontecia nos ministérios e não fez referência à conversa com o deputado Luis Claudio Miranda [DEM-DF] e com seu irmão, Luis Ricardo, no dia 20 de março. Seria o caso de mostrar para ele esse calendário", disse o relator.

    Calheiros ainda complementou que o presidente deveria "dizer alguma coisa convincente" ao invés de se calar sobre a conversa que teve com os irmãos Miranda, segundo a mídia.

    Em meio ao escândalo da compra de vacinas supostamente superfaturadas Covaxin, Bolsonaro disse ontem (28), que não tem como saber tudo que acontece e que "apenas confia nos ministros e vai", conforme noticiado.

    "Eu recebo todo mundo. Ele que apresentou, eu nem sabia da questão, de como estava a Covaxin, porque são 22 ministérios. Só o ministério do Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional], tem mais de 20 mil obras. Então, eu não tenho como saber o que acontece nos ministérios. Vou na confiança em cima de ministros e nada fizemos de errado", declarou Bolsonaro.

    Quando diz "ele que apresentou", o presidente se referia ao deputado federal Luis Claudio Miranda (DEM-DF), que disse em depoimento à CPI da Covid que alertou pessoalmente Bolsonaro sobre irregularidades na compra do imunizante indiano.

    Prorrogação da CPI

    Na mesma declaração, Calheiros pediu a prorrogação dos trabalhos da CPI em 90 dias, dizendo que as investigações estão sofrendo "obstruções grandes" e que, ao que tudo indica, um caso de corrupção em torno da compra das vacinas está se desenhando, o que necessitaria mais tempo para apurações.

    "[Este momento] trata da investigação do desvio de dinheiro público, com o aparecimento de escândalos e esquemas que parecem grandiosos desde já. Nós temos problemas com a Covaxin, temos problemas com a [vacina] CanSino e vamos ter outros problemas, porque muitas pessoas estão querendo falar à CPI", disse o senador.

    Na sexta-feira (25), o relator e alguns outros membros da CPI acusaram o Ministério da Saúde e o ministro, Marcelo Queiroga, de dificultarem o acesso a informações para realização de investigações mais rápidas e profundas sobre compra de vacinas contra a COVID-19.

    Tema:
    Brasil contra coronavírus no final de junho de 2021 (27)

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    Tags:
    CPI da Covid, vacina, Bolsonaro, Renan Calheiros, COVID-19
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