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    Brasil vs. coronavírus em meados de junho de 2021 (20)
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    O vice-presidente do Brasil disse ainda que não vê espaço para um levante bolsonarista promovido por policiais militares em caso de derrota na disputa das eleições de 2022.

    O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB-RJ) se queixou de ter sido excluído de reuniões governamentais pelo presidente Jair Bolsonaro e criticou a ideia de passaporte sanitário.

    "Eu não entendo por que ele me exclui dessas reuniões, e lamento, porque deixo de tomar conhecimento de assuntos que o governo está debatendo […]. Eu já deixei muito claro ao presidente que ele tem a minha lealdade […]. Por outro lado, ele sabe que a minha visão de mundo em muitos assuntos é totalmente distinta da dele, assim como o meu modo de agir", disse o vice-presidente ao jornal O Globo nesta quinta-feira (17).

    Mourão também disse não acreditar que um passaporte de vacinação funcionaria no Brasil. No início do mês, o Senado aprovou um projeto que prevê a criação de um certificado sanitário para saber quem foi vacinado ou teve teste negativo para COVID-19. O texto ainda precisa ser analisado pela Câmara, mas Bolsonaro já disse que vetará a proposta.

    "Cada um terá de andar com um cartãozinho na carteira dizendo que foi vacinado […]. Isso aqui é Brasil, pelo amor de Deus! Vai ter falsificação do passaporte, venda no camelô. Você vai à Central do Brasil, aí no Rio, e vai comprar o passaporte para você", afirmou o vice-presidente à mídia.

    Motociata, evento organizado por motoqueiros no do Parque Olímpico no qual o presidente compareceu, no Rio de Janeiro, em 23 de maio de 2021
    © Folhapress / Jorge Hely
    Motociata, evento organizado por motoqueiros no Parque Olímpico no qual o presidente compareceu, Rio de Janeiro, em 23 de maio de 2021

    Levante bolsonarista

    Durante a entrevista, Mourão disse que não vê espaço para um levante bolsonarista promovido por policiais militares em caso de derrota na disputa das eleições de 2022.

    "Não tem espaço", começou por dizer o vice-presidente, afirmando que algo como o que aconteceu em 6 de janeiro nos EUA, quando apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Congresso norte-americano para protestar contra a certificação dos votos no democrata Joe Biden no Colégio Eleitoral e deixou cinco mortos, não ocorreria no Brasil.

    "Você não pode comparar a sociedade americana com a brasileira. É óbvio que você encontra um número significativo de policiais simpáticos ao nosso governo e, em particular, ao presidente Bolsonaro, mas você também tem policiais que são simpáticos à esquerda, ao PT, seja lá quem for […]. O processo brasileiro é outro, totalmente diferente. Então, eu não temo nada disso daí", garantiu.

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    Brasil vs. coronavírus em meados de junho de 2021 (20)

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    Tags:
    COVID-19, Jair Bolsonaro, governo bolsonaro, Antonio Hamilton Mourão, General Mourão, pandemia
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