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    Brasil enfrentando COVID-19 no início de maio de 2021 (52)
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    O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter, no início da tarde desta sexta-feira (7), para criticar os senadores da CPI da Covid que rejeitam sua posição sobre o tratamento precoce contra o coronavírus.

    Na publicação, o presidente defende o uso da cloroquina e da ivermectina, medicamentos que não têm eficácia contra a COVID-19.

    ​Nesta semana, a CPI da Covid, que investiga ações e eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia, começou a ouvir depoimentos dos convocados pelos senadores.

    Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e o atual ocupante da pasta, Marcelo Queiroga, foram os primeiros a responder às perguntas dos parlamentares.

    O depoimento que mais incomodou o Planalto foi o de Mandetta, que deixou o cargo em abril do ano passado após discordâncias com Bolsonaro quanto às políticas sanitárias.

    Na sessão, o ex-ministro voltou a criticar medicamentos sem eficácia contra a COVID-19 e revelou que chegou a participar de uma reunião quando estava na pasta sobre a possibilidade de um decreto para alterar a bula da cloroquina, acrescentando a indicação contra a doença, mas a ideia não saiu do papel.

    Já Teich, que ficou apenas 28 dias no cargo, afirmou que deixou o ministério devido ao desejo do governo de "ampliação do uso da cloroquina" no tratamento a pacientes infectados com o vírus.

    O atual ministro, por sua vez, evitou responder sobre o tema em seu depoimento, nesta quinta-feira (6), afirmando que prefere se posicionar apenas "quando o protocolo [final] for elaborado".

    "Existem correntes da medicina. Uma corrente é contrária ao tratamento precoce, outra corrente defende. Essa questão precisa de posicionamento técnico, e o ministro da Saúde é a última instância a opinar", disse Queiroga.

    Já o ex-ministro Eduardo Pazuello, cujo depoimento é o mais aguardado na CPI, teve sua convocação adiada da última quarta-feira (5) para o próximo dia 19 de maio. O ex-ministro alegou que teve contato recente com pessoas que contraíram a COVID-19 para solicitar o adiamento.

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    Brasil enfrentando COVID-19 no início de maio de 2021 (52)

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    Tags:
    pandemia, novo coronavírus, Eduardo Pazuello, Marcelo Queiroga, Luiz Henrique Mandetta, medicamentos, Hidroxicloroquina, Jair Bolsonaro, COVID-19, CPI
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