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    Brasil enfrentando COVID-19 no início de maio de 2021 (52)
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    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou nesta quinta-feira (6) na CPI da Covid. Ele foi ouvido na condição de testemunha, quando há o compromisso de dizer a verdade sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

    Queiroga foi o quarto ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro. Ele é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e, quando foi escolhido pelo presidente da República, o país já tinha 278 mil mortos em decorrência da pandemia.

    Logo no início de seu pronunciamento na CPI, Queiroga disse que "assumiu o ministério há cerca de 40 dias. Não tenho condições de me ater a todos os detalhes de um ministério complexo".

    Em sua primeira resposta, ele incentivou o uso de máscaras: "São medidas não farmacológicas que parecem simples e são simples, como o uso das máscaras. Temos que investir em medidas não farmacológicas, políticas de testagem e fortalecer o nosso sistema de saúde para que seja capaz de atender aos casos mais graves, os pacientes com síndromes respiratórias graves".

    Ele também reforçou a importância da campanha de vacinação para o controle da pandemia. Um dos momentos mais tensos de seu depoimento foi quando lhe questionaram sobre a cloroquina. Perguntado sobre o polêmico medicamento, e se ele concorda com o "tratamento precoce", Queiroga evitou dar resposta.

    Ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, com a mascote Zé Gotinha, símbolo da campanha de vacinação, enquanto as doses da vacina da Pfizer/BioNTech chegam ao Aeroporto Internacional de Viracopos, Campinas, São Paulo, Brasil, 29 de abril de 2021
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, com a mascote Zé Gotinha, símbolo da campanha de vacinação, enquanto as doses da vacina da Pfizer/BioNTech chegam ao Aeroporto Internacional de Viracopos, Campinas, São Paulo, Brasil, 29 de abril de 2021

    "Gostaria de manter meu posicionamento para quando o protocolo [final] for elaborado", afirmou, dizendo logo que em seguida que "essa é uma questão técnica". Para Queiroga: "Existem correntes da medicina, uma corrente é contrária o tratamento precoce, outra corrente defende; essa questão precisa de posicionamento técnico, e o ministro da Saúde é a última instância a opinar".

    Vacina Sputnik V

    Sobre o uso da vacina russa Sputnik V, o ministro Queiroga defendeu o trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não recomendou a importação do imunizante, escreve o portal G1.

    "A Anvisa, ao longo do tempo foi se aprimorando e hoje ela é considerada uma das agências de vigilância sanitária mais importantes", disse o ministro. "Em relação à decisão que foi tomada, e que essa vacina [Sputnik V] obtenha o aval da Anvisa, uma vez obtido, nós colocaremos no programa de vacinação".

    Fugindo das perguntas difíceis

    Confrontado com questões sobre o uso da ivermectina, aglomerações populares, o grupo de conselho do presidente Jair Bolsonaro (o suposto Ministério da Saúde paralelo), e a interferência de Bolsonaro, Queiroga apresentou respostas evasivas.

    O senador Renan Calheiros perguntou se ele tinha conhecimento de um conselho extraoficial. "Não tenho conhecimento desse aconselhamento paralelo e não tenho conhecimento da elaboração do mérito. Eu não posso falar de um aconselhamento paralelo que não tenho conhecimento", respondeu Queiroga.

    Presidente Jair Bolsonaro conversa com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após encontro com líderes do Congresso Nacional, Corte Suprema e governantes, em Brasília, 24 de março de 2021
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente Jair Bolsonaro conversa com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após encontro com líderes do Congresso Nacional, Corte Suprema e governantes, em Brasília, 24 de março de 2021

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    Brasil enfrentando COVID-19 no início de maio de 2021 (52)

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    Tags:
    Senado, CPI, pandemia, COVID-19, Marcelo Queiroga, Brasil, Sputnik V
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