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    Situação da COVID-19 em meados de abril no Brasil (74)
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    Médicos de Goiânia (GO) têm sido pressionados a receitar o chamado "kit COVID-19" com remédios que, mesmo sem eficácia comprovada, são prescritos para tratar a doença respiratória.

    A informação foi publicada nesta quinta-feira (15) na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Segundo a nota, os médicos que se recusam a utilizar o kit são advertidos e até demitidos.

    O kit COVID-19 inclui alguns remédios utilizados para tratar sintomas da doença, como dipirona e paracetamol, mas também remédios sem eficácia alguma contra a doença, como a ivermectina e a cloroquina ou hidroxicloroquina.

    Cloroquina e Hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19
    © Folhapress / Código19
    Cloroquina e Hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19

    Um levantamento de fevereiro apontou disparada na venda destes remédios no Brasil. O maior aumento foi o da ivermectina: de 8,1 milhões de doses vendidas em 2019, o remédio saltou para 53,8 milhões de vendas em 2020 – um salto de 557%. A cloroquina (salto de 113%), a nitazoxanida (10%), a vitamina C (59%) e a vitamina D (81%) também tiveram aumento.

    Outro levantamento, também de fevereiro, conduzido pela Associação Médica Brasileira (AMB), mostra que 34,7% dos médicos do país ainda acreditam na eficácia da cloroquina no tratamento contra a COVID-19. Várias agências sanitárias pelo mundo, inclusive a Agência Europeia de Medicamentos, já destacaram que estes remédios não têm eficácia.

    No fim do mês de março, a AMB afirmou, por meio de boletim, que o uso de cloroquina e outros remédios sem eficácia comprovada contra a COVID-19 deve ser banido no Brasil.

    Tema:
    Situação da COVID-19 em meados de abril no Brasil (74)

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    Tags:
    remédio, Hidroxicloroquina, novo coronavírus, COVID-19, Jair Bolsonaro, Brasil
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