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    COVID-19 no final de março de 2021 no Brasil (116)
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    Em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro defendeu as ações do governo para a aquisição de vacinas e garantiu 500 milhões de doses até o fim deste ano. Durante a alocução, diversas cidades registraram panelaços contra o presidente.

    No discurso desta terça-feira (23), que durou cerca de três minutos, Bolsonaro mudou de tom ao defender a vacinação contra a COVID-19 e destacou os acordos firmados com as farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Janssen (Johnson & Johnson) para a compra de 138 milhões de doses de imunizantes, além de outras iniciativas, como a aquisição de doses da vacina AstraZeneca junto à COVAX Facility, e a liberação de verbas para os imunizantes produzidos nacionalmente na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e no Instituto Butantan, em São Paulo.

    "Quero tranquilizar o povo brasileiro e afirmar que as vacinas estão garantidas. Ao final do ano, teremos alcançado mais de 500 milhões de doses para vacinar toda a população. Muito em breve, retomaremos nossa vida normal", afirmou o chefe de Estado.

    Em posicionamentos anteriores, o presidente minimizou a gravidade da pandemia e chegou a classificar a doença causada pelo novo coronavírus de "gripezinha". Além disso, Bolsonaro desacreditou a vacinação como forma de combate ao vírus, chegando, inclusive, a afirmar que não tomaria o imunizante. 

    No discurso de hoje (23), no entanto, o chefe de Estado afirmou que, desde o início da pandemia, o governo tem tomado ações contra a disseminação do novo coronavírus e enalteceu a produção nacional de vacinas.

    "Desde o começo, eu disse que tínhamos dois grandes desafios: o vírus e o desemprego. E, em nenhum momento, o governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome", disse.

    "Hoje, somos produtores de vacina em território nacional. Mais do que isso, fabricaremos o próprio insumo farmacêutico ativo, que é a matéria prima necessária. Em poucos meses, seremos autossuficientes na produção de vacinas", acrescentou.

    Diversas cidades registraram panelaços durante pronunciamento 

    Cidades de todo o país registraram panelaços durante a fala de Bolsonaro, em protesto contra a falta de ação do governo federal no combate à pandemia. Hoje (23), o país registrou um novo recorde de mortes, superando pela primeira vez a marca de 3.000 óbitos diários causados pela COVID-19.

    Além do som intenso das panelas, foram registrados muitos gritos de "Fora Bolsonaro!" e "Bolsonaro genocida!".

    Confira como foram as manifestações em diversas cidades do país:

    ​São Paulo

    Rio de Janeiro

    Belo Horizonte (MG)

    Recife (PE)

    Fortaleza (CE)

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    Tags:
    panelaço, Jair Bolsonaro, vacinação, COVID-19, Brasil
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