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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)
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    De acordo com a Folha de S.Paulo, a fundação gastou R$ 70,4 milhões para a produção de cloroquina e também de fosfato de oseltamivir (Tamiflu). Nenhum dos dois medicamentos tem eficácia contra a COVID-19.

    O Ministério da Saúde usou a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para produzir quatro milhões de comprimidos de cloroquina, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. O dinheiro que financiou a produção partiu da Medida Provisória nº 940, editada em 2 de abril de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro, em uma ação destinada ao combate da COVID-19.

    Os medicamentos foram direcionados ao tratamento de pacientes diagnosticados com a doença, apesar de estudos indicarem, desde o ano passado, que a cloroquina não tem eficácia contra o novo coronavírus.

    A MP abriu um crédito extraordinário, em favor do ministério, no valor de R$ 9,44 bilhões. Desse total, foram destinados R$ 457,3 milhões para a Fiocruz, que é vinculada à pasta, com o objetivo de enfrentar "a emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus", diz os documentos enviados pelo ministério ao MPF (Ministério Público Federal) em Brasília.

    Profissional de saúde recebe vacina contra coronavírus na Fiocruz, no Rio de Janeiro
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Profissional de saúde recebe vacina contra coronavírus na Fiocruz, no Rio de Janeiro

    Segundo o jornal, foram gastos R$ 70,4 milhões pela Fiocruz para a produção de cloroquina e também de fosfato de oseltamivir (Tamiflu), outro remédio que não tem eficácia contra a COVID-19, conforme estudos.

    "Farmanguinhos (instituto responsável pela fabricação de medicamentos da Fiocruz) produz cloroquina somente para o que está previsto em sua bula. A bula descreve que a cloroquina é indicada para profilaxia e tratamento de ataque agudo de malária e no tratamento de amebíase hepática, artrite, lúpus, sarcaidose e doenças de fotossensibilidade", disse a fundação à Folha na última sexta-feira (5).

    A Fiocruz é a responsável pela importação e produção da vacina da Oxford/AstraZeneca e também está realizando pesquisas para desenvolver um imunizante nacional.

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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)

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    Tags:
    Universidade de Oxford, Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro, vacina, Fiocruz, novo coronavírus, COVID-19, medicamentos, remédios, Hidroxicloroquina
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