11:08 05 Março 2021
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    O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do chanceler Ernesto Araújo nesta quinta-feira (28), argumentando que se a mídia fala mal de algum ministro, é porque ele deve ser competente.

    Um dos remanescentes da chamada ala ideológica no governo, Araújo é criticado desde que assumiu o leme do Itamaraty. Nas últimas semanas, no entanto, em função das dificuldades que o Brasil vem encontrando em importar insumos da China, necessários para produzir as vacinas de Oxford e CoronaVac, os ataques contra ele aumentaram. 

    "Eu sempre digo, se ministro meu for elogiado pela mídia, ele corre o risco de ser demitido. Sem querer generalizar a nossa mídia. Temos bons jornalistas. Mas os figurões da mídia o tempo todo criticam o nosso Ernesto Araújo. O nosso homem que faz as relações públicas com o mundo todo", disse Bolsonaro, segundo publicado pelo jornal O Globo.

    A declaração foi feita em cerimônia em Propriá (SE) para inauguração de uma ponte ligando o Sergipe a Alagoas. O chanceler estava presente no ato.

    Mourão diz que Araújo pode ser demitido

    Nesta quarta-feira (27), o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que alguns ministros poderiam ser trocados, entre eles o Ernesto Araújo. 

    "Em um futuro próximo, após essa questão das eleições dos novos presidentes das duas casas do Congresso, poderá ocorrer uma reorganização do governo para que seja acomodada a nova composição política que emergir desse processo. Talvez alguns ministros sejam trocados, entre eles o das Relações Exteriores", disse o vice-presidente em entrevista para a rádio Bandeirantes. 

    Em abril, Ernesto Araújo chamou o coronavírus de "comunavírus" em artigo publicado em seu blog pessoal. Segundo o diplomata, a pandemia poderia ser utilizada para a instauração do comunismo no mundo. A posição do Itamaraty em relação à China foi apontada como uma das razões para o país asiático dificultar a liberação dos insumos para fabricação das vacinas. 

    Após semanas de atraso, 5,4 mil litros dos ingredientes chegaram na terça-feira (26) no Brasil. No entanto, mais lotes serão necessários para a produção de mais doses. 

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    Tags:
    novo coronavírus, COVID-19, chanceler, Brasil, China, Itamaraty, Jair Bolsonaro, pandemia
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