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    Brasil luta contra COVID-19 no final de dezembro (60)
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    O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (29) que a vacinação contra a COVID-19 no Brasil deverá começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. 

    O governo ainda não anunciou a data de início da imunização contra o coronavírus no país. Até o momento, nenhuma vacina fez pedido de registro na Anvisa. 

    Em coletiva de imprensa, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, deu esse prazo como o provável para o começo da vacinação. Por outro lado, disse ser preciso que os "fabricantes obtenham o registro junto à Anvisa" e "entreguem doses suficientes para que sejam distribuídas". 

    "Na melhor hipótese, nós estaríamos começando a vacinação a partir do dia 20 de janeiro. Num prazo médio, entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. E no prazo mais longo, a partir de 10 de fevereiro", disse o secretário-executivo, segundo o portal G1. 

    Pfizer não pedirá uso emergencial

    Nesta segunda-feira (28), a Pfizer divulgou comunicado em que diz que não pedirá uso emergencial de sua vacina no Brasil. Segundo a empresa, o motivo são as dificuldades em atender todos os pontos do Guia de Submissão para Uso Emergencial elaborado pela Anvisa. 

    "A partir do momento que ela [Pfizer] não quiser se submeter ao regramento da Anvisa, eu não posso pegar a Pfizer pelo braço e levar lá, Pfizer, entregue seu relatório para Anvisa. Posso pedir brevidade para a Anvisa, mas ela tem que seguir os seus passos", afirmou Franco. 

    Segundo o funcionário do governo, o "Ministério da Saúde tem feito a sua parte". 

    "Fizemos o plano [nacional de imunização], estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro", disse. 

    Bolsonaro responsabilizou laboratórios

    Na segunda-feira (28) o presidente Jair Bolsonaro também jogou a responsabilidade sobre a demora em sair o registro de uma vacina sobre os laboratórios e farmacêuticas. 

    "O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?", perguntou Bolsonaro a um grupo de apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília.

    Especialistas dizem que governo não fez acordos

    Por outro lado, especialistas afirmam que, se são os laboratórios que precisam fazer o pedido de registro, ao mesmo tempo o governo não se mobilizou para fazer acordos com fabricantes de vacinas.

    Sem garantias por parte do Brasil na aquisição das doses, não haveria interesse das empresas em atravessar toda a burocracia necessária para registrar um imunizante no país. 

    A pressão sobre o governo aumentou nas últimas semanas e dias, quando vários países do mundo e alguns da América Latina iniciaram a imunização de grupos prioritários da população com as vacinas da Pfizer ou Sputnik V. 

    Por meio de nota publicada na segunda-feira (28), a Pfizer disse que a Anvisa pediu uma série de "análises específicas" para liberação emergencial da vacina contra a COVID-19 no Brasil. O laboratório afirmou ainda que seguirá com o formato de pedido de submissão contínua, quando a companhia envia documentos aos poucos, ao mesmo tempo em que faz estudos e levanta dados.

    Pfizer critica, ministério rebate

    A Pfizer também disse que "quer, sim, vender para o Brasil, mas que o processo aqui exige mais tempo". De acordo com a empresa, o governo exige informações exclusivas sobre o Brasil, enquanto em outros países os dados são analisados em totalidade, sem exigir recortes específicos.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde rebateu as críticas da Pfizer. 

    "Nos causou estranhamento o pronunciamento que ocorreu ontem de um determinado laboratório que disse que estava com dificuldade pela grande dificuldade de solicitações da Anvisa, uma vez que os aspectos solicitados pela Anvisa são os mesmos solicitados pela FDA, nos EUA", disse Élcio Franco.
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    Anvisa, vacina, Ministério da Saúde, Pfizer, Jair Bolsonaro, COVID-19, pandemia, novo coronavírus
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