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    Preso pela morte de João Alberto, que era conhecido como Beto, em um supermercado da rede Carrefour, o PM temporário Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, prestou depoimento nesta sexta-feira (27).

    No depoimento, que durou cerca de quatro horas, Giovane afirmou que pretendia apenas imobilizar a vítima, e negou que tivesse tido a intenção de matar João Alberto.

    O PM temporário disse ainda que Beto ficou "extremamente agressivo", e que agiu com o intuito de contê-lo. Giovane contou também que foi chamado no rádio para prestar auxílio em um dos caixas do supermercado.

    "Ele avistou a vítima com feição braba, nas palavras dele, bateu no ombro dele [de João Alberto] e perguntou se estava tudo bem. [Beto] disse que estava tudo bem e deu as costas", contou a delegada responsável pelo caso, Roberta Bertoldo, segundo informa o portal UOL.

    No depoimento, Giovane salientou que também foi agredido por João Alberto e que respondia à fiscal Adriana Alves Dutra, 51 anos.

    Manifestante discute com policiais durante protesto contra a morte de João Alberto, em Porto Alegre.
    © REUTERS / Diego Vara
    Manifestante discute com policiais durante protesto contra a morte de João Alberto, em Porto Alegre.

    Tanto Giovane como Adriana foram presos pelo caso. Giovane foi detido em flagrante ao lado de Magno Braz Borges, de 30 anos, também segurança da loja. Adriana foi presa nesta segunda-feira (23) por omissão, uma vez que não tentou interromper as agressões.

    Nesta quarta-feira (25), a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul pediu R$ 200 mihões de indenização ao Carrefour por danos morais coletivos e sociais, e disse que o valor será destinado a fundos de defesa do consumidor e de combate à discriminação.

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    Tags:
    depoimento, racismo, morte, Carrefour
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